domingo, 11 de novembro de 2012

Stardust: um conto de fadas para maiores de 16 anos


Por Pablo Sarmento

Eai pessoal...

Imaginem um dia tudo que você viveu na sua vida ser uma mentira. Acho que 90% dos meninos de pouca idade imaginam ser filho de um cavalheiro, ser um herói ou no caso das meninas ser uma princesa, encontrar o príncipe encantado. Faz parte de toda infância a imaginação, mas o que acontece quando ela é elevada a um grau além da “coisa de criança”?

Posso falar que o senhor Neil Gaiman extrapolou essa barreira quando escreveu Sandman, uma obra muito importante dentro do mundo das HQs, mas não vou falar dessa história ainda. Hoje é dia de Stardust obra lançada em quatro partes pela Vertigo em 1998.



Tudo começa em um jantar de natal em que Gaiman está bebendo champanhe com seu amigo Charles Vess, e lhe convidando para escrever uma nova HQ, mais focada em contos de fadas, um história sobre uma estrela que caia do céu. Vess nega dizendo que essa história devia ser um livro ilustrado e assim se inicia a trajetória de Stardust.



Nada melhor que um livro de contos de fadas que um mocinho que não sabe tudo seu passado, nessa história conhecemos Tristan que é um menino que trabalha numa venda e é apaixonado pela moça mais bonita de sua cidade. O local onde mora se chama Muralha e dizem que lá nessa cidade existe um muro que divide o mundo mágico e o mundo real.

Em um momento de loucura Tristan, que esta tentando provar para a garota que poderia fazer tudo para ela, vê uma estrela cadente cair do céu e promete trazer para a garota em troca de que ela se casa-se com ele. O problema é que a estrela caiu do outro lado da muralha e o garoto terá de ir a encontro do seu destino para provar seu amor a todos da vila. Mas Tristan não sabe que essa viagem vai lhe ensinar sobre a magia e lhe contar mais sobre seu passado do que ele esperava.

Nesta busca Tristan vai encontrar todos os tipos de coisas de contos de fadas, gnomos, bruxas, elfas, príncipes brigando por um trono e a parte mais importante, uma estrela que fala, anda e é extremamente bonita.

Gaiman tem uma narrativa própria e muito bem ambientada sempre utilizando de recursos bem reais para contar sua história, diversas vezes vamos ver abordado durante o livro, sexualidade, a violência em excesso, jogo de interesses e a ganância. Tornando este tipo de obra algo para leitores mais maduros.

            As ilustrações de Vess é um capitulo a parte, ele com poucos desenhos consegue dar um ganho na história impressionante, usando rodapés para desenhar cidades ou marcando personagens nos cantos das paginas, a cena da briga do leão com o unicórnio merece uma moldura.



O livro foi lançado pela editora Pixel no Brasil, e acho que só se encontra em sebos ou em alguns sites que tenham jogados nos seus estoques. Se não conseguir ler, a obra ela foi adaptado para um filme com alguns atores bem renomados, recomendo fortemente, pois ele é bem o básico da história de Stardust e vale a pena dar uma conferida.



Até próxima.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fundo do Baú #02 – Akira


Por Pablo Sarmento

Eai pessoal...

Estamos aqui em mais um Fundo do Baú, pra falar do filme que criou a semente do ciberpunk dentro do meu ser, estou falando do anime Akira de Kastuhiro Otomo lançado em 1988 que foi adaptado do mangá de mesmo nome e foi lançado de 1982 a 1991 na revista Young Magazine.



         Só conheci o anime por volta de 1999 quando entrei em uma locadora do centro da minha cidade procurando o filme dos Power Rangers ou do Porco Rosso, agora não me recordo, mas lembro até hoje do momento que vi a capa do filme e lembrei de cara da revista da Comix, que sempre vinha com o catálogo de venda no meio e tinha o Akira edição portuguesa de luxo e ultra barato. Bah agora eu fui longe, vamos voltar ao foco.


Esta obra é bem a frente de seu tempo, pelo estilo de narrativa imposto por Otomo, posso dizer que muita coisa de ficção cientifica/ciberpunk saíram de Akira, o estilo de futuro sujo e pós-apocalíptico é algo bem normal em todos os gêneros sci-fi, mas este filme tenta mostrar muitas coisas que estão além da nossa imaginação e que com certeza se não pararmos um pouco e pensar, poderá ocorrer conosco no futuro.



Basicamente o filme conta a história de dois amigos Kaneda e Tetsuo que são de uma gangue de motoqueiro/arruaceiros de Neo-Tókio, a cidade tinha sido explodida há alguns anos atrás. A trama gira em torno dessa dupla e de como o governo atua, criando novos humanos com poderes psíquicos, e tentando criar uma nova hegemonia em cima da população.

Agora vocês devem estar se perguntando: quem diabos é o Akira? A resposta é extremamente simples, Akira foi o primeiro experimento de super-humanos que deu certo e também o causador de transformar Tókio em pó na primeira vez. Os restos mortais do garoto são usados como estudo todo esse tempo, por ele ser considerado o humano perfeito.

Quando for ver o filme, vá com o coração aberto e sem preconceito por ser anime. Digo para vocês, neste filme temos algumas coisas bem particulares dos anos 80 e elevadas a um grau extremo, o medo da bomba nuclear, a guerra, o estudo do ser humano, a critica filosófica e alienação imposta aos jovens.



A qualidade gráfica do anime é algo muito legal, ele pode ser considerado um dos primeiros a usar um novo estilo de animação, as cenas de perseguição são bem ambientadas e o jeito que é usado rastros de luz, Neo-Tókio lembra bastante a cidade em que se passa Blade Runner. Existe uma parte que é legal de olhar em câmera lenta: o momento dos flashs, é após Tetsuo fugir do cativeiro e encontrar Kaneda. Passam tantas imagens rapidamente e que contam coisas legais sobre a história.



Akira é uma obra completa, é uma pena nenhuma empresa brasileira ter relançado os mangás, pois certamente terão publico, as revistas que foram lançadas pela editora Globo são meio difíceis de achar, e quando se acha cobram os olhos da cara. Estão a algum tempo tentando produzir um filme baseado na obra, mas não temos nenhuma informação há algum tempo, acho que vai ficar no só na promessa, como o tal filme do Evangelion.



Poderia ficar muitos posts, falando sobre as camadas psicológicas, sociais e temáticas dessa história, mas prefiro discutir pelos comentários, então vou abrir espaço para a discussão, pois vou olhar pela trigésima vez o filme.

Direto do fundo do baú essa é minha indicação

Até a próxima

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sherlock é a série definitiva do personagem


Por Pablo Sarmento

Eai pessoal...

Adaptação é uma coisa da vida, acho que tudo que vemos e ouvimos é algo que foi adaptado de algum meio, estou falando isso exatamente pra dizer que o Sir Arthur Conan Doyle estaria extremamente feliz se fosse ver seus livros sendo transferidos para TV de forma tão magnífica.


Toda essa pompa na introdução é pra falar de uma das melhores séries que vi em anos, o nome dela é Sherlock, que passa na BBC One e foi criada por  Steven Moffat  e tem como protagonistas os bons atores Benedict Cumberbatche e Martin Freeman como  Sherlock Holmes e Dr. John Watson.



Posso dizer que essa série me pegou de jeito, pra mim ela é a representação perfeita de como seria a vida de Sherlock Holmes durante a atualidade. A série usa todos os elementos dos livros de Conan Doyle de uma forma precisa e única, nota especial para os sms que eles recebem e aparecem na tela, para você interagir com o que está acontecendo dentro da história e ficar mais ambientado.

Como é uma série investigativa, você pode esperar de tudo, tensão, plot twist e piadas das mais infames. A química dos dois atores é algo muito bom, os timings de sair de uma piada sarcástica para um conversa séria é sem duvida o que mais chama atenção na atuação da dupla.



A série conta com duas temporadas com três episódios cada, com capitulos de 90 minutos e eles são focado nos contos de Sir Arthur Conan Doyle. Devem estar pensando: quem nesse mundo globalizado tem 90 minutos sobrando para olhar uma série, quero ver sitcon. Posso afirmar para vocês está é uma série que depois que você olha uma parte vai viciando, eu terminei a primeira temporada numa madrugada.


A parte ruim da série é que seu fim já está traçado, a terceira temporada será o ultimo de Sherlock, os atores da série estão com muito trabalho e os produtores não querem perder ninguém então chegaram à conclusão que era melhor terminar no topo. Esse ponto é extremamente positivo, olhe Supernatural que está há anos na mesma e nunca termina.


Eu li no site Pipoca TV (clica no nome e veja na matéria no site), que estavam lançando um mangá que foi inspirado na série, se algum dia figurar pelas bancas brasileiras vou comprar.



Até a próxima e a dica é: se ver Moriarty na rua, corra como se não houve-se amanhã, pois só Sherlock é capaz de vencer ele.

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domingo, 4 de novembro de 2012

Alan Moore + HP Lovecraft = Neonomicon

Por Pablo Sarmento


Eai Pessoal...

Esse é meu post de halloween, mesmo eu não comemorando, mas a internet esteve em polvorosa e já estava programada outra coisa para o dia 31 outubro, então to postando hoje pra não passar em branco, isso não me impede de trazer algo de terror de qualidade. Entrando em clima assustador falarei de Neonomicon, uma HQ escrita pelo gênio Alan Moore e desenhada por Jacen Burrows.




Esta obra muito boa, foi lançada pela Avatar Press nos Estados Unidos em 2010 e pela Panini no Brasil em agosto de 2012 e esse vos fala (escreve), esperou como se não houvesse amanha o lançamento dessa história, chegando a ir todo o santo dia ao site da Comix saber se já tinha começado a distribuição.

Neonomicon é totalmente ambientando dentro dos conceitos criados pelo escritor HP Lovecraft assim Alan Moore emula algumas ideias do universo do escritor, para contar seu conto craftiano.




O encadernado é divido em duas partes a primeira é um conto em dois capítulos chamado O Patio, que foi adaptado de um conto de Alan Moore por Antony Johnston e desenhado por Burrows. Essa é a primeira decisão acertada do editorial que tratou a obra, pois essa série introdutória é de suma importância para Neonomicon. Para conhecer alguns personagens importantes para a história, o agente antissemita Sax e o vendedor de drogas Johnny Carcosa. Somos introduzidos a uma boa parte do “universo do Cthulhu” escrito por Lovecraft. O legal desse primeiro arco de histórias é sua narrativa todo em dois quadros verticais por pagina, no começo é estranho, mas depois se percebe que assim é a melhor forma, pois cada quadro tem detalhes que você não perceberia numa narrativa diferente.




Após a introdução que em minha opinião tem mais a cara dos contos de Lovecraft entramos em Neonomicon, uma minissérie em quatro edições, essa sim escrita pelo Barbudo e desenhada pelo seu amigo intimo Burrows. Somos apresentados a um casal de agentes que está continuando a investigação do Agente Sax que enlouqueceu após o fim da primeira história. Nesta parte da obra temos uma narrativa um pouco diferente da primeira, existe uma sexualidade mais explicita, (a cena na piscina durante um ritual pode chocar algumas pessoas), e temos um final bem inusitado da história.




O arco de histórias não chega a ser um clássico, mas é muito bom. Vale lembrar que Alan Moore escreveu está história para pagar algumas contas com o governo britânico, mas isso não tira o brilho de Neonomicon, é uma obra com uma narrativa magistral e chocante que deixa muitas lacunas durante a história e o gostinho de quero mais. Podem ter alguma dificuldade no inicio da leitura com os balões em Cthullu, mas se você não entender o que está escrito, pode passar batido por eles que não compromete a narrativa.

Terror, suspense, sexo e sangue são o que você vai encontrar em Neonomicon, que é uma obra tanto para fãs de Alan Moore como os de HP Lovecraft.




Vou deixar o link do Nerdcast 321 que eles falam de HP Lovecraft, pra quem não conhece o escritor, é um bom começo. Após este programa pode ir pra obra sem medo, pois vai entender melhor algumas passagens  da história.

Até a próxima...


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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Death Note é o verdadeiro mix de matar


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...


         Cadernos da morte, deuses ceifadores e trama policial, liquidifique tudo e teremos um dos animes mais controversos e de melhor trama nos últimos anos, Death Note de Thugumi Oba e Takeshi Obata lançado em 2003 na Weekly Shonen Jump e chegando a anime em outubro de 2006.





Neste post vou focar mais o anime que tem um visual muito superior ao do mangá e além de ter uma das melhores trilhas sonora de todos os animes que eu já vi e ouvi.


           Eu tenho uma relação muito boa com animes/mangás me criei em volto da cultura nipônica e por muito tempo queria ir embora do Brasil para o Japão ser mangaka. Esse titulo é muito importante pra mim, pois comprei o primeiro volume exatamente no dia conheci minha namorada e também foi o primeiro mangá que emprestei para ela. Então pra mim Death Note é algo que tenho certo carinho. Vamos para critica pessoal.




A história de Death Note conta a trajetória de Raito Yagami (light no mangás), um garoto ultra inteligente, que um dia encontra um caderno com uma capa preta com o letras brancas escritas “Death Note”, ao abrir o caderno em inglês está escrito uma série de instruções na qual a mais importante é: escreva o nome de qualquer pessoa e ela morrerá. Claro que o moço acha que isso é uma brincadeira de mau gosto e o leva para casa. Após algumas passagens, entendemos a que existe uma influencia mística na história, um Shinigami (um tipo de deus da morte), chamado Ryuuku.
          Em linhas menores é: o Shinigami encontra Raito e lhe explica que está aprisionado a ele até a morte do garoto. A trama começa a desenrolar após Yagami testar o caderno, e descobrir que se escrever o nome de alguém ou descrever como vai ser a morte ela ira ocorrer, a partir desse momento a policia começa a investigar assassinatos e procuram um vigilante que o povo denomina Kira.




 Kira é nada mais nada menos que Raito, que está impregnado pelo senso de justiça e acha que pode usar o caderno para punir todo mal existente (essa frase soou quase estilo Rorcharch). Usando o Death Note para que ele acha que está certo, começam varias mortes de formas estranhas que chamam atenção de um grande detetive chamado Elle ou L, assim somos apresentados ao personagem mais carismático da história, este cara é todo cheio de esquisitices e tem um poder de dedução digno de Sherlock Holmes.




Sem spoilers, a história a partir dessa parte começa a pegar fogo, temos todos os tipos de duelos de inteligência que você imaginar e consegue prender o expectador sem ter uma cena de ação, lembro-me de poucas cenas de tiro acontecendo. Personagens são introduzidos (nota especial para Misa Aname a bonitinha da turma), e vai aos poucos vai nos deixando mais imerso na trama, fazendo que gente não pare de olhar o anime.


         Por mais que seja um resumo simples, ele é o que você precisa para entender o início da história. A premissa é tão interessante que não precisava de um post inteiro, pense comigo: se você tivesse o poder de matar qualquer pessoa do mundo e podendo acabar com guerras e a desigualdade, o que tu faria? Acho que o certo e o errado nesse anime/manga está tão difícil de definir que acaba sendo o ponto chave. Essa ambiguidade é o que mais me chama atenção, tanto que não existe um mocinho na história você torce pra quem achar mais legal.







        Esse anime tem 37 episódios, dois filmes em live action (filmes com atores reais), e quando acabou deixou uma infinidade de fãs que pedem continuação. Pra mim esta é a coisa que acho mais legal na série, ser finita e ter um começo, meio e um fim (inesperado). Recomendo também os mangas que são 14 todos lançados pela JBC, mas que se encontram esgotados em quase todos os lugares, ou seja, corra para os sebos.



              A trilha sonora do anime eu vou deixar vocês dizerem o que acham, mas pra mim ela casa perfeitamente com a história. Vou deixar a musica de abertura e de encerramento, que acho que são as melhores, mas no youtube vocês acham todas.

Abertura


Encerramento



Acho que é isso, até a próxima e dica é: cuidado se encontrarem um caderno na rua, ele pode matar pessoas.

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

A Dualidade de John Carter


Por Pablo Sarmento

         O que acontece quando um filme é muito bem recomendado pela critica e não tem aceitação do publico? Ele é um fracasso ou um sucesso? Essas são perguntas que sinceramente não sei responder, mas posso avaliar e tentar entrar num consenso. A pergunta que não quer calar é, no final, o que vale mais: a maestria de um filme ou seu sucesso medido em moeda?


          Vocês devem estar achando estranho o porquê estou indagando tantas perguntas sem uma resposta fácil. Simples, nosso assunto de hoje tem tudo haver com isso, estou falando do filme fracassado aos olhos de alguns e ótimo aos olhos de outros, chamado John Carter - Entre Dois Mundos.




 

          John Carter – Entre Dois Mundos é um filme gravado pela Disney e foi lançado esse ano (2012 pra quem leu depois), uma adaptação do livro Princesa de Marte do escritor Edgar Rice Burroughs, o também criador do Tarzan, este autor é um dos grandes autores de livros sci-fi do começo do XX. Nada mais legal que no centésimo aniversario do personagem lançarem um filme sobre ele, e o mais interessante é que depois de anos a empresa do Mickey voltando ao gênero de ficção cientifica.

        Vamos ao pequeno resumo: Um soldado da época do velho oeste, que tem um senso de justiça e quer defender a diversidade está preso no meio da guerra secessão. Você encontra esse trapo humano no filme e ele se chama John Carter, um capitão que era muito forte e inteligente que depois de perder sua família perde a razão de viver. Durante a fuga de onde está aprisionado ele encontra uma gruta com escritos estranhos e luta com um homem careca e um dispositivo brilha e ele vai parar em Marte. Agora devem tá achando que eu estou maluco, mas em linhas gerais é exatamente isso que acontece.



          O legal da história é exatamente Marte: sabe aquele mito do superman que ele é um ET e tem força e velocidade incomuns porque está na terra? Isso certamente foi retirado dos livros de John Carter, pois explicam que a órbita de Marte é diferente e devido a isso Carter cria supostos “super poderes” quando chega lá. No planeta vermelho nosso herói é acolhido por uma tribo (que faz um paralelo com os índios americanos), e ganha um posto de salvador, mas o planeta está em guerra e a princesa Dejah Thoris está tentando achar uma forma de salvar seu povo e fugir de um casamento arranjado, acaba deparando com John que lhe promete ajudar se ela achar uma forma dele voltar para casa.





          O filme não perde em nada, o ritmo é fluente, os atores fazem um bom trabalho e os efeitos especiais são muito bons, cena da briga com os gorilas brancos cheios de braços é uma parte digna de quadro. Um filme de ficção cientifica que não perde nada para muitos outros filmes lançados no gênero nos últimos anos (esse gênero no cinema está fraco há muito tempo), eu gostei bastante do filme e espero demais uma continuidade.



          O que eu questionei no começo do post, sobre a dualidade é exatamente o estranho, o filme é bonito, bem trabalhado e bom de olhar. O problema é que ele não foi sucesso como a Disney esperou, não arrecadando bem e causando muitos problemas para a produtora. O problema é o publico? Eu não sei dizer, pois minha namorada que não gosta de coisas de ficção cientifica gostou bastante da história, ficando bastante interessada nos livros de Burroghts, acho que o povo não entendeu, não sei. A conclusão que eu cheguei foi à mesma que o diretor do filme Andrew Stanton: O filme vai encontrar seu publico com o passar do tempo podendo ser reconhecido após anos como no caso do Blade Runner e de Tron. Essa é a dualidade que encontrei em John Carter – Entre Dois Mundos.



Trailer 


Até a próxima

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domingo, 28 de outubro de 2012

Zumbificação em Massa


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Esta vai ser a minha primeira critica de fundo musical, e agora vocês se perguntam: “o que o titulo tem em haver com musica”?
 Meu amigo Toiço perguntou: Pablo quando vai falar de The Walking Dead? O caso é não vou falar dele tão cedo, pois está chato pra caral#* essa coisa de falar sempre em zumbi e lembrar o TWD. Desculpem quem gosta do tema, mas tá demais.

          Disse que não vou falar de The Walking Dead, mas isso não me impede de falar de um EP conceitual que saiu em 2010, chamado Zombie da banda The Devil Wears Prada (quem olha esses nomes nem se liga que é uma banda com integrantes cristões), formada por Mike Hranica (Vocal), Jeremy DePoyster (Guitarra/vocal), Chris Rubey (guitarra), Andy Trick (Baixo), Daniel Williams (bateria) e o na época de gravação ainda integrante da banda James Baney (Teclados). Banda fundada em Ohio, pra quem gosta de metal é a pedida.




Uma breve aulinha, álbum conceitual é aquele disco em que todas as canções juntas contam uma história, como se fosse uma rapsódia (poesia cantada), não vou entrar em termos técnicos sobre o assunto, mas é algo muito legal que varias bandas usam como forma de expressar suas musicas e passar uma mensagem.

Pelo vídeo promo do álbum tu já percebes a  ambientação:


Esse EP tem 5 musicas, todas de nomes simples e relacionada a um capitulo da história. Vou por algumas partes que eu acho legal.

Faixa 1 - Escape: As clumsy as these beasts may be,Their mass numbers make up for slow speeds.Now is when you exert all of your energy. Don't bother screaming, don't bother crying, ignore all hope of mercy.”

Faixa 2 - Anatomy:With contamination comes fever: the disease is at its worst. Teeth missing, beyond repair, fragile flesh falling away. With fever, with virus comes the harshest judgment. Haunting elements create a horrific monster… This architecture, it cannot be destroyed. There is no retraction... no retraction.”

Faixa 3 – Outnunbered: “We are outnumbered...The virus has completely devastated over 150 of the world? Major regions and is spreading rapidly .At this point in time we know of only one method of killing the creatures: destroy the brain. Beyond the guard of any loved ones who may have recently been in any sort of contact could be infected. (…) In a sea of stinking rot, in a place where living humans are no longer the hunters, all the money in the world won? Satisfy the enemy... Hunted. Hunted. Hunted. Hunted.”

Outnumbered pra mim é a musica mais completa do álbum.

Faixa 4 – Revive: “(…) The cure is a shotgun, the cure is whatever blunt instrument one can salvage. Whomever finds themselves too proper will be the first to perish. And you know nothing that matters now. We cannot restore (restore), we cannot recover (recover):all is lost in the flood of the risen dead. We cannot restore (restore); we cannot recover (recover); all is lost in the storm of the disgraceful”.

 Faixa – 5 Survivor: “(…) I am one of the last few standing, a survivor on a farm,
just along the outskirts of a small city. Noone living has been within this house since my wife died two years ago. Another occasion of when the undead came across some innocence...came across some innocence
.”


O EP foi lançando em 24 de agosto de 2010, na compra dele você ganhava uma HQ da história do álbum, em que os personagens da história eram os integrantes da banda. Gosto bastante dessa ideia de musica explorando outras mídias. Zombie figurou na 10° posição no “TOP 200” e em 2° no “TOP rock álbuns” da Billboard. Quero dizer: se  gosta de guitarras incisivas, vocais violentos e bateria rápida com precisão isto é o que você procura, 22 minutos de tiros, sangue, muito zumbi e metalcore


Quero chamar atenção para o bom trabalho de Mike, o homem por trás das letras que são fruto de muita literatura de terror, e de Chris, criador das musicas, por terem feito algo que nos transporta para o apocalipse do caos, digno dos filmes B dos anos 80.

Até a próxima e a dica é: não se prendam apenas ao mainstream.

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