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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Encontre um novo horror vampiresco em Vampiro Americano


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Nossa, as coisas andam difíceis pra mim ultimamente, mas eu não abandonei o blog não se preocupem. Chegamos à marca de 5000 visitações e estou bem feliz com isso, mesmo dando uma relaxada nos textos por causa do governo brasileiro que só me quebra as pernas.

            Deixando isso de lado vamos aos fatos: não é mistério pra ninguém aqui que 90% da minha coleção de HQs é do selo Veritgo, então, abordaremos um dos títulos que me arrebatou rapidamente e também chamou atenção para um escritor novato e um desenhista muito bom, que criaram uma química tão boa que pegou muita gente de jeito, falarei de Vampiro Americano de Scott Snyder e Rafael Albuquerque.


A série Vampiro Americano foi lançada em 2010 com roteiros de Scott Snyder e com desenhos do porto alegrense Rafael Albuquerque, a HQ foi tão bem recebida pelo publico e crítica especializada que ainda arrebatou um prêmio Eisner e um prêmio Harvey de melhor série nova.

A HQ no seu primeiro arco é escrito pelo mestre Stephen King (fazendo uma participação especial de peso) e por Scott Snyder, conta a história de Skinner Sweet um bandido do velho oeste que faz qualquer coisa por uma boa vida, ou seja, um mau caráter de classe maior, um sangue ruim. Este primeiro arco se resume ao abraço e a explicar os defeitos da maldição do vampiro americano, pois Sweet é o primeiro dessa nova raça de chupadores de sangue (se já jogou o RPG “Vampiro: A Máscara” tu vai fazer um paralelo bem rápido), este novo tipo de vampiro pode andar durante do dia (isso mesmo e não brilha), perde sua força na lua cheia e tem fraqueza contra ouro. Claro que existem muitas outras raças de chupadores e todas elas tem algum tipo de “excentricidade”.

Durante esse primeiro arco em uma história paralela durante os anos 20 Snyder nos apresenta a nossa heroína Pearl Jones, uma garota que queria ser uma atriz e acabou sendo seduzida por vampiros europeus (clássicos tipo Drácula) é atacada e foi deixada para morrer. Skinner Sweet a transformou em vampiro para que ela assim pudesse se vingar dos homens que a traíram. Após fim do quinto volume Stephen King sai de cena e continua Snyder e Albuquerque, a coisa engrena e começa a render bons frutos.



Durante o decorrer da história aumenta bastante o número de personagens e a quantidade de raças vampirescas, o governo cria uma agência especializada na caçada dos chupadores de sangue, Pearl se casa com um humano e varias coisas legais acontecem. A série é ambientada em vários períodos da história do EUA e usa varias coisas bem pontuais dos americanos, ela vai dando saltos entre velho oeste, anos 20, anos 30 e tento até uma spin off durante a 2° guerra, este último citado com desenhos de Sean Murphy. Outra coisa que vale ressaltar é a forma em que os arcos são contados, Albuquerque não desenha todas as revistas, ele e Snyder criaram uma mecânica em que intercala um arco de história com os dois que é quando é algo relativo para história em si e um arco mais curto com um desenhista convidado que insere elementos para expandir o universo.



Vampiro Americano é uma coisa feita para amantes de horror que gostam de gastar seu tempo com coisas bem escritas e tramas bem amarradas, espere sangue, dentes, mordidas, uma boa dose de diálogos bem estruturados e pra finalizar muitos arrepios.


Mas nem tudo são flores neste jardim, no mês de fevereiro foi anunciado que a série entraria em hiato por tempo indeterminado, pois Snyder e Albuquerque estavam muito atarefados com outros projetos, logo até agora a última HQ da série é a número 34. No Brasil essa história sai mensalmente na Vertigo e já tem um encadernado com o primeiro arco de histórias, também vou deixar o link do Comicpod em que o pessoal fala sobre o primeiro ano da série.


Até a próxima e espero que não tenhamos mais empecilhos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Um Besouro Azul que não foi entendido.

Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Desde que eu criei o blog quero falar muito dessa revista, e acho que chegou a hora. Hoje vamos abordar o bom primeiro arco de histórias do Besouro Azul. Uma história que tinha tudo pra ser um dos carros chefes da DC, mas acabou sendo cancelada por vendas baixas. Vai entender o que passa na cabeça desses gringos.


Após o reboot, a revista Besouro Azul (Blue Beetle no original), contava com uma equipe que prometia bastante no seu trabalho, Tony Bedard nos roteiros, o brasileiro Ig Guara nos desenhos e a partir da terceira edição entra outro brasileiro na arte finalização, o piadista de twitter JP Mayer. Este post abordará o primeiro encadernado que foi lançado pela Panini num preço ultra bacana, mas com um acabamento meio xumbrega (acho que uma coisa meio que compensa a outra).

Vamos conhecer nas primeiras paginas, o garoto Jaime Reyes, Jaimito pros mais íntimos, que vive em El Passo. O cara tem problemas na escola como qualquer cara mirrado e que parece fraco, discute com os pais, enfim, um adolescente normal. O melhor amigo dele faz parte de um tipo de gang e chama Paco, um personagem que é bastante explorado durante esse arco de histórias e temos o amor do nosso herói que é Brenda, a qual ele nutre uma paixão secreta.



Jaime está com Paco indo para o aniversario de Brenda.  Os dois deparam com um monte de vilões se quebrando por causa de uma mochila que tinha um escaravelho azul dentro. Quando o objeto pelo qual brigam cai nas mãos do garoto, ele sai correndo para tentar se safar dos monstros. Então Jaime é atingido nas costas por um raio e algo o protege da morte, e nesse momento o artefato se funde com a coluna do garoto e  ele se transforma pela primeira vez em Besouro Azul, numa sequencia de quadros que é muito bem feita.

Agora algumas coisas começam a ser explicadas na HQ, o escaravelho azul é um artefato que faz parte de uma tropa que conquista planetas. Khaji-da, nome do escaravelho, que estava em uma missão é atacado por um lanterna verde e cai na terra. Basicamente assim que caem em algum planeta os escaravelhos devem encontrar um hospedeiro e o dominar para poder tocar o caos, mas por causa do raio verde que ele tomou acabou ficando defeituoso. Jaime não é totalmente controlado pelo escaravelho por causa desse problema e o artefato não tem comunicação com o restante da tropa a qual pertence.




Agora com essa pequena introdução vocês devem estar pensando: "que merda de história, um garoto com um artefato mistico espacial que só vai salvar o mundo. Que clichê". Ai que te engana meu companheiro! Bedard explora as relações pessoais de Jaime e como o escaravelho muda varias coisas na sua vida, e como ele tenta proteger seus pais, Paco e Brenda do mal que ele pode trazer estando junto a ele. Depois de algum tempo, ele consegue entrar em consenso com escaravelho, desde que ele não conte sua identidade secreta, coisa que rende algumas cenas bem legais.

Ao fim do primeiro encadernado, você está totalmente imerso na história, e quando termina tu já fica na expectativa do segundo volume, que espero que a Panini não se esqueça de lançar. Os personagens são bem desenvolvidos, e Jaime tenta de tudo ser uma boa pessoa, mesmo sendo hospedeiro de algo que ele não entende direito. Quero resaltar à arte do Ig, que faz um trabalho muito bom e o JP que não deixam a peteca cair.

É uma decisão acertada da DC em trazer como Besouro Azul Jaime Reyes, que é terceiro a usar o nome, pois certamente os fãs já estão acostumados e é um herói extremamente carismático, além de já ter participado de um capitulo da série Smallville e ser um dos personagens da animação Justiça Jovem. Sei que ouve um mimimi desgraçado porque os fãs mais old school queriam o Ted Kord (segundo a usar o manto), mas acho que esse personagem já é um pouco ultrapassado e certamente será bem caracterizado pelo Grant Morrison na minissérie Multiversity.

Há noticias que o Besouro Azul já esta com uma casa nova, então podemos ficar tranquilos que o herói não irá para o limbo. Se gostar do texto e ainda quiser mais informações, o pessoal do Comicpod fez um podcast todo sobre a história dos besouros azuis, com foco no Jaime Reyes. Corre lá que vale a pena.




Até a próxima e a constatação é: chupa Ted Kord, bom mesmo é o Jaimito.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Tá na hora do combo...mais uma vez


Por Pablo Sarmento

Eai pessoal...

Hoje vou falar sobre algo que me remete a infância, e o tempo que eu pagava pouco, tinha boas revistas e coisas que emulavam ideias de outras histórias que acabam ficando muito original. Estou falando de Combo Rangers de Fabio Yabu que foi criado em 1998 e finalizado de forma abrupta em 2004.



A série começou como uma animação em flash, nos primórdios da internet banda larga, (pelo menos pra mim), e foi assim que ganhou espaço no como o titulo de WebMangá, que parodiava de forma muito engraçada os esquadrões super sentai que são originários do Japão.

A história é sobre 5 adolescentes Fox, Tati, Lisa, Kenji e Kiko, que recebem poderes de um herói aposentado, que se chama Tio Combo, e assim começam a defender a terra das coisas mais malucas que tu pode imaginar. Ainda na primeira temporada é incluído um sexto integrante no grupo, Luke é o combo ranger branco. Se vocês viram Power Rangers e gostavam, agora tão entendendo tudo que tá acontecendo.



A série contou com 3 temporadas na web, Combo Rangers que teve 25 episódios, Combo Rangers Zero, que também teve 25 episódios e Combo Rangers Revolution, que teve 14 episódios e não foi finalizada, pois Yabu foi se dedicar a outros projetos

A editora JCB começou a lançar as histórias em formato impresso, e ai que eu entro de gaiato nesse mundo, pois quando saia às coisas na web ainda não tinha computador, mas lembro duma edição do jornal Hoje falando sobre a webcomic. Achei tão maneira à ideia que quando vi na banca tratei de comprar alguns meses e me surpreendi com a forma como a narrativa era feita e como de um momento ultra engraçado pulava para um dialogo bem sério. Foram lançadas 12 edições pela editora JBC e 10 edições pela Panini.

O legal de todo esse trabalho é quebrar a cabeça tentando descobrir as referencias que ele usou para poder criar seu universo ou como é chamado Yabuverso. Tem coisas que tu precisa ir bem longe matutando para entender o que é, mas acho que séries de humor sem esse tipo de artifício são poucas hoje em dia. O legal mesmo é tu brincar com as ideias e tirar sarro das polêmicas.

Agora vem a parte boa de todo esse post: Yabu anunciou na feira do livro de Porto Alegre de 2012 que voltaria a escrever a trupe maluquete e traria novas ideias para o grupo, e acho que a dois dias atrás foi anunciado o Catarse do projeto (você doa dinheiro para financiar algum trabalho), acho que nós como fãs do titulo devíamos ajudar muito para não deixar essa ideia acabar.



Até a próxima e a constatação é: nunca esqueça quem nos salvou...Goku obrigado mais uma vez.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Batman em cidade castigada ganha uma pitada de realidade.


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Nem sempre as pessoas acertam em suas escolhas, e o que acontece quando você julga um livro pela capa e seu conteúdo se mostra uma coisa totalmente diferente do que você pensa. Acho que obra de hoje nos dá uma lição mais ou menos neste estilo, em Batman: Cidade Castigada, encontramos o homem morcego se deixando levar pelo seu coração e o que pode acontecer ao final dessa história?



Batman: Cidade Castigada, é um arco de histórias que vai de do numero 620 a 625, escrito por Brian Azzarello e desenhado por Eduardo Risso (quem não ouviu falar dessa dupla, escreva 100 balas no Google), foi lançado no Brasil pela Panini em formato encadernado com capa dura, um acabamento bem bonzinho e com um preço mega acessível.

Esse arco de histórias que aborda uma investigação do Batman, mas não uma  busca convencional do homem morcego (se é existe alguma). O herói está atrás do assassino de Elizabeth Luppo, procura o paradeiro do irmão da moça, Angel Lupo, e quem pode ter matado os pais de um garoto.  A narrativa é bem intrincada e lembra alguns romances policias onde sempre tudo vai se encaixando como um grande quebra cabeça.


O legal dessa história é exatamente a “humanização” que o escritor põe em todos os personagens, tentando os deixar o mais real possível, algo mais ou menos parecido com o que Nolan faz na trilogia dos filmes. Vamos ver Crocodilo como um tipo de cafetão, cheio de adornos, ternos caros e varias dentaduras diferentes (acredite varias mesmo).

Passamos por um Scarface que é um tipo de chefe da máfia e parece mais louco que normal. O escritor faz questão de trabalhar bem a dualidade desse personagem, mostrando Arnold querendo se livrar de seu alter ego.

O Pinguim está em uma das suas melhores caracterizações existentes. O descrevem como uma pessoa com deficiências que lhe deixaram monstruoso, e ele age como um homem que dá informações a quem paga melhor.

Vocês se enganam se Azzarelo iria esquecer o Coringa. Esse cara com certeza rouba a cena no momento que aparece na história, e o mais incrível ele ajuda o Batman a voltar a ter foco na sua investigação. Foram criados dois vilões novos (pelo menos nunca vi menções dele sem ser nessa história), Hiroshima e Nagazaki, que são um tipo estranho de ninjas, que só servem pro Batman apanhar e depois dar umas boas bordoadas.

O morcegão não está em nenhum momento para brincadeira neste arco, pois está muito violento e não pensa duas vezes antes de quebrar algum osso para poder ter a informação que precisa para solucionar seus mistérios. Outro ponto que gostei bastante foi à forma em que foi retratado o personagem, ele faz coisas mundanas, frita um bife, tem problemas para dormir, ele se vê no garoto que ficou órfão na história.

Os desenhos de Risso são um show a parte, gosto deles exatamente por eles retratarem uma Gothan City, suja, pecaminosa e urbana, não tentando amenizar nenhum um pouco, chegando a lembrar bastante quando Frank Miller estava a frente da revista. Posso dizer que esse artista tem um bom timing do personagem e sua narrativa casa muito bem com os roteiros.



Chego à conclusão: essa história certamente deveria a estar num hall bem seleto de boas histórias do homem morcego e merece uma boa apreciação, mas claro que dentro do contexto do trabalho da dupla que é único.

Se eu não me engano essa foi à primeira história do Batman que minha namorada leu, e por incrível que pareça, ela leu durante o evento Multiverso Comiccon, exatamente no painel da Vertigo. E quem passou por lá e não levou uma edição para o seu Eduardo Risso autografar, deu sopa, pois eu tenho uma edição autografada e não troco por nada.


Até a próxima.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Como assim Homem Aranha nos anos trinta?!


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

O motivo de eu comprar Homem Aranha NOIR: é exatamente eu gostar/estudar história. Quando li a sinopse a primeira vez, fiquei intrigado em saber como Homem Aranha se sairia em aventuras nos anos 30 e quais os elementos que eles usariam para explicar suas motivações e aonde poderia ir essa saga.



Homem Aranha NOIR, foi lançado nos EUA 2009, e no Brasil se eu não me engano em 2011, faz parte do selo Marvel NOIR e esse titulo é um dos melhores que saíram com essa roupagem, pois usa características muito legais, repensando coisas básicas dos personagens. Os artistas envolvidos na história são nos roteiros David Hine e Fabrice Sapolsky e nos desenhos Carmine Di Giandomenico.

A história do encadernado se passa em 1933, após a quebra da bolsa de Nova York e com o monstro do comunismo a solta nos EUA. Peter Parker é um garoto que mora com a tia viúva, que é líder de um grupo que está buscando melhores condições de vida para os trabalhadores. 

       Peter é um garoto esperto e não gosta da situação em que vive, e tem vontade de descobrir quem assassinou seu tio. Durante uma investigação para o Clarim Diário (Jornal em que trabalha). Ele é picado por uma aranha mágica africana e acaba ganhando os poderes que lhe transformaram em Homem Aranha.



O legal dessa revista é a ambientação dos personagens, o vilão dela é o Duende Verde, mas não espere um cara com um mascara e um planador, o homem com dupla personalidade, ele é um casca grosa (literalmente), um gangster. A Gata Negra é dona de um bordel que troca informações por proteção.

        O uniforma negro do Homem Aranha é um caso a parte, tem um estilo muito legal e comedor de teia também usa armas de fogo, mas em contraponto não lembra muito aquele herói piadista do universo 616 dos tempos áureos.


Os desenhos usam bastante luz e sombra e a cidade é muito bem representada nos traços de Guiandomenico. A história é bem amarrada, mas é um pouco previsível. Acaba deixando um gancho muito bom para o segundo arco de histórias que tem uma qualidade bem mais aceitável.



Se quiser começar a ler Marvel NOIR, acho que essa é a melhor revista para te ambientar dentro da proposta da casa das ideias. O encadernado tem um preço 19,90 e tem um acabamento muito bom.



Até a próxima e a dica é: não seja picado por aranhas, pois elas não vão te dar superpoderes.

domingo, 4 de novembro de 2012

Alan Moore + HP Lovecraft = Neonomicon

Por Pablo Sarmento


Eai Pessoal...

Esse é meu post de halloween, mesmo eu não comemorando, mas a internet esteve em polvorosa e já estava programada outra coisa para o dia 31 outubro, então to postando hoje pra não passar em branco, isso não me impede de trazer algo de terror de qualidade. Entrando em clima assustador falarei de Neonomicon, uma HQ escrita pelo gênio Alan Moore e desenhada por Jacen Burrows.




Esta obra muito boa, foi lançada pela Avatar Press nos Estados Unidos em 2010 e pela Panini no Brasil em agosto de 2012 e esse vos fala (escreve), esperou como se não houvesse amanha o lançamento dessa história, chegando a ir todo o santo dia ao site da Comix saber se já tinha começado a distribuição.

Neonomicon é totalmente ambientando dentro dos conceitos criados pelo escritor HP Lovecraft assim Alan Moore emula algumas ideias do universo do escritor, para contar seu conto craftiano.




O encadernado é divido em duas partes a primeira é um conto em dois capítulos chamado O Patio, que foi adaptado de um conto de Alan Moore por Antony Johnston e desenhado por Burrows. Essa é a primeira decisão acertada do editorial que tratou a obra, pois essa série introdutória é de suma importância para Neonomicon. Para conhecer alguns personagens importantes para a história, o agente antissemita Sax e o vendedor de drogas Johnny Carcosa. Somos introduzidos a uma boa parte do “universo do Cthulhu” escrito por Lovecraft. O legal desse primeiro arco de histórias é sua narrativa todo em dois quadros verticais por pagina, no começo é estranho, mas depois se percebe que assim é a melhor forma, pois cada quadro tem detalhes que você não perceberia numa narrativa diferente.




Após a introdução que em minha opinião tem mais a cara dos contos de Lovecraft entramos em Neonomicon, uma minissérie em quatro edições, essa sim escrita pelo Barbudo e desenhada pelo seu amigo intimo Burrows. Somos apresentados a um casal de agentes que está continuando a investigação do Agente Sax que enlouqueceu após o fim da primeira história. Nesta parte da obra temos uma narrativa um pouco diferente da primeira, existe uma sexualidade mais explicita, (a cena na piscina durante um ritual pode chocar algumas pessoas), e temos um final bem inusitado da história.




O arco de histórias não chega a ser um clássico, mas é muito bom. Vale lembrar que Alan Moore escreveu está história para pagar algumas contas com o governo britânico, mas isso não tira o brilho de Neonomicon, é uma obra com uma narrativa magistral e chocante que deixa muitas lacunas durante a história e o gostinho de quero mais. Podem ter alguma dificuldade no inicio da leitura com os balões em Cthullu, mas se você não entender o que está escrito, pode passar batido por eles que não compromete a narrativa.

Terror, suspense, sexo e sangue são o que você vai encontrar em Neonomicon, que é uma obra tanto para fãs de Alan Moore como os de HP Lovecraft.




Vou deixar o link do Nerdcast 321 que eles falam de HP Lovecraft, pra quem não conhece o escritor, é um bom começo. Após este programa pode ir pra obra sem medo, pois vai entender melhor algumas passagens  da história.

Até a próxima...


Contatos:


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Um Arqueiro Batman?!

Eai pessoal....


          Hoje vamos falar da nova série da CW chamada Arrow, que certamente no Brasil se chamara Arqueiro Verde, aquele mesmo dos HQs, desenhos animados e multiverso DC em geral. Criado por Mort Weninger (que nome estranho), e Greg Papp (esse nome consegue ser muito pior), que fez sua primeira aparição em "More Full Comics n° 73 (1941). Go to the Work!!




          Após a foto máscula que vimos, que é mais para chamar atenção pra mulheres. Posso dizer que o episodio piloto da série me deixou meio intrigado. Vou ser sincero com vocês, nunca fui muito fã do arqueiro, ele é respeitado, por ser o segundo humano mais importante no universo DC, mas tirando isso pra mim ele é meio buchão, pois sempre vai ficar na sombra do Batman.
     Bem aqui estamos e somos apresentados a Oliver Queen, um garoto rico que tem a vida boa, que depois de ficar 5 anos naufragado, volta de sua morte e isso atordoa algumas pessoas. Após todo esse tempo na ilha, algo muda nosso herói, então ele volta para cidade em que é recebido de braços aberto, mas como passou tempo para o Queen, ele também passou na cidade e muitas coisas mudaram, sua mãe casou com outro homem, sua irmã já tem 17 anos e alguns problemas de fins químicos, uma ex namorada rancorosa, pois o ele tinha traído a moça com a irmã dela, que também acabou morrendo no naufrágio do barco. Durante o desenrolar do episodio vamos vendo alguns flashes de seu pai falando sobre uma missão, lhe dando uma lista de nomes e dizendo que tinha falhado com a cidade, pedindo ajuda. Sempre falando que a única pessoa que deveria sobreviver ao acidente, teria de ser Oliver, ao que me parece o garoto quer compensar os erros do pai e ele vai ter uma atitude tipo, “rouba dos ricos pra dar aos pobres”. Tendo como ápice do capitulo algo bem maluco.
Quando falo Arqueiro Batman é porque tem muitas coisas parecidas com homem morcego, sua tentativa de usar uma vingança como motivação, esse estilo milionário/playboy pra esconder sua identidade secreta, ele tem um centro de operações com mesmo estilo tecnológico da bat-carverna, chegando a ter uma parte do capitulo que emula totalmente uma cena do Batman Begins em que o Bruce afia uma arma no esmeril, as cena são quase iguais.  (Como pode ver na foto abaixo).Certamente alguns devem estar dizendo: “Ah, eles disseram que iam usar a atmosfera que o Nolan criou pro Batman”. Volto a dizer, precisamos de uma história bem contada, não interessa como, e aqui está mais pra copia do Batman, que uma história do Arqueiro Verde. O primeiro episodio tem seus pros e contras, gostei do estilo de le parkour do personagem, gostei da roupa, mas a história está bem mau amarrada, mas como é uma série poderemos ver se melhora ,ou não. Vamos aguardar...


        O plot twist do fim do capitulo vai me fazer ver o segundo episodio. Se tu gostares do arqueiro verde da série, não fique só nela, leia-o também, pois o da série está bastante fiel ao dos quadrinhos pós reboot. No Mix Flash da Panini você encontra as histórias Robin Hood da DC.

Vou deixar o trailer da série, se quiserem conhecer.



Está aí mais uma critica.

Contatos:



Pablo Sarmento

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Uma critica Sci-fi a sociedade.

Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal....




          Vamos a nossa critica, vamos falar do ultimo encadernado que eu reli, seu nome é TRANSMETROPOLITAN - DE VOLTA AS RUAS, que reúne das edições 1 a 6 lançado em 1997 pelo selo Vertigo. Nele nós vemos Spider Jerusalém, um cara totalmente tatuado, cheio de gírias e figuras de linguagem. Um jornalista aposentado que é muito famoso e decidiu que iria morar numa montanha, pois tem aversão a cidade de onde veio, mas por um motivo de força maior (cadeia), se vê obrigado a voltar ao lugar que mais odeia. Esta história é escrita por um dos meus autores favoritos, o grande Waren Ellis e com arte do  Darick Robertson.



          A sinopse é só a ponta do iceberg em que somos emergidos, depois da hilaria introdução do também conhecido Garth Ennis, que mostra faceta de um Ellis apavorado por causa das vendas baixas dos primeiros números. Entramos no mundo de Transmentropolitan, onde vemos uma cidade miscigenada em pleno seculo 23 e com todo o tipo de figura, ETs, Mutantes, gato de duas caras que fuma (sim isso mesmo que você léu), Computadores drogados e mais abissais coisas que você ousa pensar. Agora vocês devem estar se perguntando: "O por que critica a sociedade?" A resposta é Transmentropolitan critica todos os preceitos básicos da sociedade em suas paginas. 
          No primeiro arco de histórias que vai da revista 1 a 3, vemos Spider Jerusalém está fazendo um matéria sobre minorias o que eles chamam de "transientes", são uma raça mista de ETs com humanos, que buscam sua liberdade de expressão direitos cívicos, mas também podemos ver a maquina do governo atuando e tentando calar essas bocas que buscam uma condição melhor de vida., tenho certeza que vocês já virão isso varias vezes na história.
        A segunda parte do encadernado são apenas histórias fechadas, na qual ele pega coisas mundanas e nos faz pensar, temos um história sobre pessoas que vivem o dia inteiro olhando TV, uma sobre aquele monte de igrejas protestantes e mais critica em cima da politica, que é sem duvida o que mais me chama atenção nessa história que é muito bem desenvolvida pelo Ellis. Não vou dar tanto spoiler pro pessoal ter o prazer da leitura, mas é recomodadíssimo esse primeiro encadernado.

         
         Vou deixar um link da própria Panini para baixar a primeira história dessa maravilhosa revista.

Transmetropolitan#1: http://hotsitepanini.com.br/vertigo/preview/transmetropolitan-vol-1/ é só  seguir as instruções e baixar a primeira história (não é scan, é licenciado).

Por incrível que pareça o pessoal do Comicpod do site terrazero postou agora um podcast sobre nosso assunto já dá uma verificada http://www.terrazero.com.br/v2/2012/10/comicpod-104-transmetropolitan-ano-1/#comment-36753

Pra comprar este bom arco de histórias, você só encontra em livrarias e comicshops  pelo preço de R$45,00

Atulizado [19/10/2012 13:30]

Bom pessoal, parece que o universo ta conspirando ao nosso favor, o Comixology ta fazendo uma promoção de todas as edições do Transmetropolitan a $0,99. Se for bom de inglês ou não também e quiser se aventurar é uma boa pedida.


http://www.comixology.com/Transmetropolitan-Sale/comics-collection/724

acho que emulei uma boa história pra vocês.