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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Quebre seus paradigmas em Punk Rock Jesus


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Jesus está vivo e está num reality show. Essa é a premissa dessa obra que certamente vai dar muito que falar ainda, chamada Punk Rock Jesus minissérie em 6 partes lançada pela Vertigo, escrita e desenhada pelo ótimo Sean Murphy.



Essa mini acompanha o renascimento de Jesus a partir de uma experiência de clonagem em um futuro próximo, tudo pelo dinheiro e pela imagem que ele pode trazer dentro de um reality show. Durante primeiras paginas conhecemos Thomas um soldado do I.R.A. que é o chefe da segurança da ilha em que se passa o programa J2 e também guarda costa direto de Chris, que é o clone de Jesus.  A história se desenvolve a partir do ponto de vista desse personagem que segue fielmente Jesus 2.




Bem porque Punk Rock Jesus? Até a edição que eu li, estamos conhecendo melhor Chris, esse garoto que fica preso numa bolha e é a estrela do reality show e pelo o que parece esse menino vai começar a ir contra a linha de pensamento do diretor do programa se tornando um ícone e vocalista de uma banda Punk.



Podemos dizer: que Chris vai passar por muitas coisas que vão levar ele a esse caminho rebelde, a forma como sua mãe biológica é tratada e o forte apelo para que ele seja o melhor no que faz. Acabam esquecendo que ele é apenas um garoto, que também quer ter uma vida normal e quer ser igual aos outros.



Os personagens são bem construídos, Dra Esptein que também se sente mãe de Chris, por ela ser a cientista que criou o clone, Slate o diretor do programa J2 o cara que visa o dinheiro e a fama do reality show e Gwen que é a virgem que deu a luz ao segundo Jesus e sofre muito com a situação que se encontra. O mais impressionante, que ao final da primeira revista tua cabeça vai explodir de uma forma que tu vai sair correndo para a segunda.



A arte de Sean Murphy mesmo sendo em P&B não perde nada, se vocês já conhecem os trabalhos do cara sabem que ele é muito bom e tem o estilo de desenho único, tendo quadros que você pode ficar alguns minutos, tamanha a riqueza de detalhes que ele põe.



Essa série está me deixando tão louco que vou fazer uma resenha por edição, para eu poder me aprofundar em todos os personagens e nos conteúdos que irão sair dela. Eu pedi para o Fabiano Dernadin (Editor da Vertigo Panini) a entrada dessa história no mix mensal da Vertigo do Brasil, já que Spaceman acaba em dezembro, mas sabe como é a política da editora esperam até ultimo instante pra anunciar alguma coisa.


Logo eu posto a primeira resenha de Punk Rock Jesus #1 e vocês começaram a entender o quanto essa revista impressiona.

Até a próxima.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fundo do Baú #02 – Akira


Por Pablo Sarmento

Eai pessoal...

Estamos aqui em mais um Fundo do Baú, pra falar do filme que criou a semente do ciberpunk dentro do meu ser, estou falando do anime Akira de Kastuhiro Otomo lançado em 1988 que foi adaptado do mangá de mesmo nome e foi lançado de 1982 a 1991 na revista Young Magazine.



         Só conheci o anime por volta de 1999 quando entrei em uma locadora do centro da minha cidade procurando o filme dos Power Rangers ou do Porco Rosso, agora não me recordo, mas lembro até hoje do momento que vi a capa do filme e lembrei de cara da revista da Comix, que sempre vinha com o catálogo de venda no meio e tinha o Akira edição portuguesa de luxo e ultra barato. Bah agora eu fui longe, vamos voltar ao foco.


Esta obra é bem a frente de seu tempo, pelo estilo de narrativa imposto por Otomo, posso dizer que muita coisa de ficção cientifica/ciberpunk saíram de Akira, o estilo de futuro sujo e pós-apocalíptico é algo bem normal em todos os gêneros sci-fi, mas este filme tenta mostrar muitas coisas que estão além da nossa imaginação e que com certeza se não pararmos um pouco e pensar, poderá ocorrer conosco no futuro.



Basicamente o filme conta a história de dois amigos Kaneda e Tetsuo que são de uma gangue de motoqueiro/arruaceiros de Neo-Tókio, a cidade tinha sido explodida há alguns anos atrás. A trama gira em torno dessa dupla e de como o governo atua, criando novos humanos com poderes psíquicos, e tentando criar uma nova hegemonia em cima da população.

Agora vocês devem estar se perguntando: quem diabos é o Akira? A resposta é extremamente simples, Akira foi o primeiro experimento de super-humanos que deu certo e também o causador de transformar Tókio em pó na primeira vez. Os restos mortais do garoto são usados como estudo todo esse tempo, por ele ser considerado o humano perfeito.

Quando for ver o filme, vá com o coração aberto e sem preconceito por ser anime. Digo para vocês, neste filme temos algumas coisas bem particulares dos anos 80 e elevadas a um grau extremo, o medo da bomba nuclear, a guerra, o estudo do ser humano, a critica filosófica e alienação imposta aos jovens.



A qualidade gráfica do anime é algo muito legal, ele pode ser considerado um dos primeiros a usar um novo estilo de animação, as cenas de perseguição são bem ambientadas e o jeito que é usado rastros de luz, Neo-Tókio lembra bastante a cidade em que se passa Blade Runner. Existe uma parte que é legal de olhar em câmera lenta: o momento dos flashs, é após Tetsuo fugir do cativeiro e encontrar Kaneda. Passam tantas imagens rapidamente e que contam coisas legais sobre a história.



Akira é uma obra completa, é uma pena nenhuma empresa brasileira ter relançado os mangás, pois certamente terão publico, as revistas que foram lançadas pela editora Globo são meio difíceis de achar, e quando se acha cobram os olhos da cara. Estão a algum tempo tentando produzir um filme baseado na obra, mas não temos nenhuma informação há algum tempo, acho que vai ficar no só na promessa, como o tal filme do Evangelion.



Poderia ficar muitos posts, falando sobre as camadas psicológicas, sociais e temáticas dessa história, mas prefiro discutir pelos comentários, então vou abrir espaço para a discussão, pois vou olhar pela trigésima vez o filme.

Direto do fundo do baú essa é minha indicação

Até a próxima

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