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terça-feira, 2 de julho de 2013

As consequências do multiverso em Novos Vingadores

Por Pablo Sarmento

E aí Pessoal! Como é bom estar de férias da faculdade, é neste momento que eu aproveito para submergir na cultura pop novamente e ainda tenho tempo para escrever textinhos sobre os mesmos. Aproveitando-me deste período, vou hoje falar de uma HQ que tem me chamado atenção por ser uma revista que representa o “fio condutor” de todo o Universo NOW da Marvel. Então, se preparem, pois vamos conversar sobre Novos Vingadores.



A HQ escrita por Jonathan Hickman e com os desenhos Steve Epting, artista que trabalhou no primeiro arco da revista. A história é uma dinâmica bastante interessante, traz um thriller político bem desenvolvido, que mostra até onde as escolhas dos heróis pode influenciar o mundo como um todo.

A história gira em volta de um grupo chamado Illuminati, pessoas que são personalidades bastante importantes dentro do universo Marvel e tem trabalham por trás das cortinas contra vários tipos de ameaças. A equipe é formada por Capitão América, Homem de Ferro, Namor, Pantera Negra, Senhor Fantástico, Doutor Estranho, Raio Negro e o Fera, que entra na vaga do morto Charles Xavier.

A narrativa da revista começa em Wakanda quando um grupo de invasores ataca da cidade e ao mesmo tempo Pantera Negra vê no céu um planeta em linha de choque com a Terra e uma das invasoras, garota chamada Cisne Negro, usa uma arma para destruir o mundo que se aproximava da terra e podia acabar com a vida nos dois locais.




Com este acontecimento em mente, o Pantera convoca uma reunião dos Illuminatis para saber qual será o plano para salvar o planeta e fugir deste futuro negro. Após uma conversa de Reed Richards e Cisne Negro, eles chegam à conclusão que o multiverso está em colapso e se autodestruindo e, agora mais do que nunca, tem que fazer escolhas que vão mudar todos os heróis.

A promessa dos primeiros seis números é mostrar uma trama bastante envolvente, seja mostrando os personagens por diversos pontos de vistas, como se eles fossem um tipo de fractal. Pelo o que se percebe o plot da revista vai ser construído de forma concisa, já que ela preza bastante por diálogos, escolhas e consequências. Hickman conta uma história boa de ler e trabalhando bastante em cima dos temas amados do Sci-fi, como multiverso, viagens espaciais e ETs. Além de abusar da verborragia de termos de ficção cientifica.

Na parte artística Steve Epting faz um trabalho deveras Interessante, ainda que existam algumas escorregadas, ele mantém um padrão e suas cenas de lutas são bem montadas, usando boas tomadas. Ele não é inovador, todavia serve muito para o proposto para HQ. Posso dizer que na parte dos desenhos vamos ter uma melhora significativa, pois nosso conhecido Mike Deodato começa a trabalhar no titulo a partir da sétima edição.

Quer uma boa trama mensal e não é apegado a editoras e coisas assim, Jonathan Hickman está construindo algo, que certamente vai ser épico. Para quem não sabe o escritor está indicado ao Eisner deste ano, por outro trabalho que vamos conversar ainda no Emulador de Críticas. Aguardemos as próximas histórias e que tenham mais revistas mensais como: Hawkeye, Arqueiro Verde, Homem Animal, Mulher Maravilha, Demolidor, Novos Vingadores, Saga e uma penca de coisas que vão ser relembradas ainda por muito tempo pela inovação. Seja na parte de designer ou em tramas.




Até a próxima! E a pergunta é: entre salvar o mundo e manter sua honra, o que escolheriam?

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Novidades, Periodicidade e Terra Zero


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Este é um post bem rápido só para falar de algumas alterações no Emulador de Críticas e dizer o porquê estou meio afastado do blog. Bem como alguns já sabem no fim do ano passado passei a ser integrante do site especializado em DC comics, Terra Zero e consegui chegar a um dos meus objetivos que era participar de um podcast, e pra minha felicidade um dos melhores na categoria HQ do Brasil que é o Comicpod. Só tenho a agradecer ao Vlad, Kajima, Delfin, Morcelli e a todos da equipe por terem me recebido tão bem e por fazerem eu me sentir em “casa”.

No fim do ano passado disse que teria muitas novidades e eu não deixaria meu foco de lado e quem gostava da forma de como escrevo e das minhas ideias malucas não ficariam decepcionados, pois eu sempre iria querer melhorar. Consegui mexer no layout do blog, não ficou bom, só que logo vou tentar arrumar de novo.  Já embromei bastante vamos à novidade principal e depois as explicações.

Ainda esse mês o Emulador De Críticas vira parte integrante do Terra Zero, ou seja: vou ter uma coluna no site com o nome do blog. Onde continuarei a fazer resenhas de discos, séries e filmes. Só que dentro do site todas essas resenhas terão alguma ligação com HQs, então, esperem as mais diversas coisas que vocês poderem imaginar. Já que sempre fui muito de elucidar as HQs e falar de suas adaptações tanto de filmes para HQs como de HQs para filmes. Espero que gostem das minhas ideias.

Pera! Não vão embora ainda, tenho mais coisas para falar: aqueles que acham que vou abandonar o blog totalmente estão totalmente enganados. Eu ainda continuo postando aqui no Emulador de Criticas, e fora do Terra Zero, assuntos que não são relacionados a HQs, tanto que o meu último post não tinha nada haver com revista em quadrinhos.

Só para deixar claro, as organizações dos posts serão assim: um post por semana, só que eles intercalaram entre o Emulador de Críticas e o Terra Zero. Então se vocês gostam o que escrevo não me abandonem (olhem para a raposa do banner quando lerem essa frase), acompanhem o Emulador, Terra Zero e o Comicpod esse ano de 2013 promete coisas maiores ainda. Quem viver verá!!!!


Até a próxima e daqui a uns dias terão mais notícias minhas. Muhahahaha

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Encontre um novo horror vampiresco em Vampiro Americano


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Nossa, as coisas andam difíceis pra mim ultimamente, mas eu não abandonei o blog não se preocupem. Chegamos à marca de 5000 visitações e estou bem feliz com isso, mesmo dando uma relaxada nos textos por causa do governo brasileiro que só me quebra as pernas.

            Deixando isso de lado vamos aos fatos: não é mistério pra ninguém aqui que 90% da minha coleção de HQs é do selo Veritgo, então, abordaremos um dos títulos que me arrebatou rapidamente e também chamou atenção para um escritor novato e um desenhista muito bom, que criaram uma química tão boa que pegou muita gente de jeito, falarei de Vampiro Americano de Scott Snyder e Rafael Albuquerque.


A série Vampiro Americano foi lançada em 2010 com roteiros de Scott Snyder e com desenhos do porto alegrense Rafael Albuquerque, a HQ foi tão bem recebida pelo publico e crítica especializada que ainda arrebatou um prêmio Eisner e um prêmio Harvey de melhor série nova.

A HQ no seu primeiro arco é escrito pelo mestre Stephen King (fazendo uma participação especial de peso) e por Scott Snyder, conta a história de Skinner Sweet um bandido do velho oeste que faz qualquer coisa por uma boa vida, ou seja, um mau caráter de classe maior, um sangue ruim. Este primeiro arco se resume ao abraço e a explicar os defeitos da maldição do vampiro americano, pois Sweet é o primeiro dessa nova raça de chupadores de sangue (se já jogou o RPG “Vampiro: A Máscara” tu vai fazer um paralelo bem rápido), este novo tipo de vampiro pode andar durante do dia (isso mesmo e não brilha), perde sua força na lua cheia e tem fraqueza contra ouro. Claro que existem muitas outras raças de chupadores e todas elas tem algum tipo de “excentricidade”.

Durante esse primeiro arco em uma história paralela durante os anos 20 Snyder nos apresenta a nossa heroína Pearl Jones, uma garota que queria ser uma atriz e acabou sendo seduzida por vampiros europeus (clássicos tipo Drácula) é atacada e foi deixada para morrer. Skinner Sweet a transformou em vampiro para que ela assim pudesse se vingar dos homens que a traíram. Após fim do quinto volume Stephen King sai de cena e continua Snyder e Albuquerque, a coisa engrena e começa a render bons frutos.



Durante o decorrer da história aumenta bastante o número de personagens e a quantidade de raças vampirescas, o governo cria uma agência especializada na caçada dos chupadores de sangue, Pearl se casa com um humano e varias coisas legais acontecem. A série é ambientada em vários períodos da história do EUA e usa varias coisas bem pontuais dos americanos, ela vai dando saltos entre velho oeste, anos 20, anos 30 e tento até uma spin off durante a 2° guerra, este último citado com desenhos de Sean Murphy. Outra coisa que vale ressaltar é a forma em que os arcos são contados, Albuquerque não desenha todas as revistas, ele e Snyder criaram uma mecânica em que intercala um arco de história com os dois que é quando é algo relativo para história em si e um arco mais curto com um desenhista convidado que insere elementos para expandir o universo.



Vampiro Americano é uma coisa feita para amantes de horror que gostam de gastar seu tempo com coisas bem escritas e tramas bem amarradas, espere sangue, dentes, mordidas, uma boa dose de diálogos bem estruturados e pra finalizar muitos arrepios.


Mas nem tudo são flores neste jardim, no mês de fevereiro foi anunciado que a série entraria em hiato por tempo indeterminado, pois Snyder e Albuquerque estavam muito atarefados com outros projetos, logo até agora a última HQ da série é a número 34. No Brasil essa história sai mensalmente na Vertigo e já tem um encadernado com o primeiro arco de histórias, também vou deixar o link do Comicpod em que o pessoal fala sobre o primeiro ano da série.


Até a próxima e espero que não tenhamos mais empecilhos.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Superman Terra Um moderniza um mito de 75 anos

Por Pablo Sarmento


Eai Pessoal...

Como é bom descansar a mente, tive uma semana de recesso no Emulador e uma semana de correria por causa do governo, faz parte neh. Bem, falarei hoje de algo que teve algum sucesso pela crítica, boas vendas e um me fez correr pra banca e ver se toda a propaganda valia a pena.


Hoje é dia de Superman Terra Um, HQ escrita por J.M. Straczynski ou Stracza ou maluco de plantão, com arte de Shane Davis lançada em 2010 (EUA) e no fim de 2012 aqui na nossa terrinha. Ela é a primeira de uma linha de álbuns de luxo criado apenas para livrarias e tem como intenção reinventar mitos dos quadrinhos DC comics. Então se ler na frente de uma revista Terra Um, esqueça amarras cronologias e vá de peito aberto. Você pode gostar ou não.

O álbum foi lançado no Brasil pela Panini e tem um acabamento bem bonito e um preço mega acessível, se tu não conheces nada do Homem de Aço pode começar a ver por esse trabalho que não vai ter dificuldade pra entender (Mas é claro que tu já ouviste falar de Superman o personagem é mais velho que minha vó).



A história conta a trajetória do jovem Clark Kent, com seus 21 anos e cheio de ideias. Um garoto brilhante e vai para Metropolis tentar uma vida longe dos pais, ele se sente deslocado em qualquer lugar que vá, pois é um extraterrestre com muitos poderes além da concepção humana e poderia fazer o que quisesse, mas encontra-se uma crise. Clark faz vários testes em diversos tipos de trabalho onde seria bem remunerado, mas acaba sendo atraído pelo jornalismo, que foi uma das poucas vezes em que ele se sentiu fora do controle da situação e instigado a fazer algo diferente.

Assim que a terra é invadida por um alienígena que procura o último kriptoniano, que por acaso é o garoto Kent, e começa um tipo de briga interna dentro do ser de Clark, que sempre foi incentivado por seus pais a ser uma pessoa boa e que o planeta precisava de um campeão como ele. Assim vemos o nascimento do Superman e ele vai salvar a terra mais uma vez.



Alguns vão dizer que não tem nada de muito diferente dessa origem para as outras já criadas, e eu vou responder que sim, ela em parte é parecida com a roupagem que Mark Waid deu pro Homem de Aço. Gostei de vários pontos, como a ideia de do novo vilão e toda a história de Kripton ter guerras e misturando isso a toda a pegada sci-fi de orbita e as ligações super com a nave. Em contra partida eu não gostei muito de alguns diálogos, muito autoexplicativos e até chegando a ser novelesco, e aquela criação do uniforme parece está mais pra uma piada de mau gosto que qualquer outra coisa.

A arte do Shane Davis é meio estranha, não sei por que, mas ela parece um monte de referencias amarradas juntas e criando uma coisa disforme. O superman dele não me parece Super. Acho que isso é uma reclamação pessoal de Fanboy.


Já saiu, lá na gringa, um novo encadernado com a mesma dupla criativa de Superman Terra Um, agora é aguardar e ver se eles conseguem manter o mesmo nível ou se melhoram.

Até a próxima e a dica é: Aproveite as férias, pois elas acontecem uma vez no ano.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O cotidiano do Gavião Arqueiro


Por Pablo Sarmento

Eai pessoal...

Longe da briga por fatia de mercado, Marvel/DC, acho que faço parte de uma parcela que pensa que isso pode ser bom pra quem realmente é o interessado, que seriam, os leitores. São dois tipos diferentes de empresas que atuam vendendo pro mesmo grupo de pessoas, mas acho valido outras abordagens. Eu não sou aquela pessoa apegadíssima em Super Heróis (na verdade to lendo herói pra caralho essas semanas, breve entenderam), mas o assunto de hoje é super-heroico e também com uma pitada de revista independentes. Estou falando de Gavião Arqueiro ou Hawkeye, da iniciativa Marvel Now, que sem duvida foi uma das melhores coisas que eu li no ano.



Bem pra quem não se lembra do Gavião Arqueiro, digo uma palavra: Vingadores. Neste momento alguns leitores se perguntam: Tá, eai?! Eu sei que ele é um herói menos interessante que o Homem de Ferro, Thor, Hulk, Capitão America e a Viúva Negra. Acho que esse é o trunfo que Matt Fraction, escritor da revista, usa a seu favor. Ele parece ter liberdade total para fazer o que quiser com o personagem e contar histórias cotidianas do personagem, já que até agora na revista ainda não apareceu em nenhuma missão dos vingadores.



Esmiuçando as páginas você vai entendendo o conceito usado, toda revista mostra esses dizeres: Isso é o que ele faz quando não está sendo um Vingador. E isso é tudo precisa saber. Assim temos um leque de histórias imenso, em que o Gavião Arqueiro usa todo seu treinamento, pra ajudar pessoas e resolver problemas dos mais diferentes. Tipo peitar uma gang por causa do prédio em que mora ter aumentado o aluguel sem aviso prévio, e o dono dele usar força desnecessária pra desocupar as casas, Investigar ladrões de circo, e até comprar um carro.



Acho que como eu li nas redes sociais, a história é mais sobre Cliff Barton, do que do Gavião Arqueiro. Ele é um humano, sem superpoderes, que não quer viver na cartilha dos vingadores e está usando sua fama ajudar quem ele acha certo. Tudo bem, o cara é uma maquina de atrair desgraça (lendo a edição 3 vocês entenderam) . Acho que essa HQ tem uma pegada do Homem Animal do Morrison, claro, sem toda a pegada mística e tudo, mas por abordar o cotidiano do personagem e mostrar que o cara também é normal, come, tem um cachorro, faz sexo e tem outras coisas pra se preocupar.



Os desenhos de David Aja, são bem legais e retrata bem o que o autor está querendo entregar para nós. As capas das edições são muito legais, e tem algumas que ensinam a usar arco e flecha, bem interessantes mesmo.

Bom o post de hoje é curto, mas é uma indicação que não precisa de muito. Se tiverem um tempinho, corra e leia. Acho que certamente essa revista figurara no Eisner de 2013, então merece uma conferida.



Até a próxima e a pergunta é: como seria um HQ sobre seu cotidiano?

domingo, 6 de janeiro de 2013

Participação especial do Emulador de Criticas


Eai Pessoal...

Hoje não vai ter texto novo no Emulador, exatamente porque tive uma semana bem difícil, e não quero textos meia boca no blog. Então vou indicar um texto meu que saiu no blog do meu amigo Pi de Pimenta, em que eu faço um destrinchando paginas sobre V de Vingança. Corre lá.



Leia AQUI o texto, que é um pouco longo, e tem ilustrações bem legais do dono do blog.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Encontre uma família bem atípica em Saga.


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Seguindo o cronograma de HQs que ainda não falei no site e que estou lendo. Hoje teremos Saga, que figura na lista do site CBR como a melhor revista de 2012, criada por Brian K. Vaughan nos roteiros e com os desenhos maravilhosos de Fiona Staples.



A revista está saindo pela Image, que como eu falei em Fatale, está fazendo um trabalho mais ou menos parecido com a Vertigo no começo dos anos 90. A história é muito cativante e 24 páginas passam num piscar de olhos, pois mistura elementos de Star Wars, Game of Thrones, Senhor dos Anéis e Romeu e Julieta (com um mix desses sai uma coisa muito boa, ou uma merda sem tamanho).

A história foca no casal, Marko que é do planeta Grinalda, e Alana que é do planeta Terra. Estes dois começam um romance durante uma guerra entre os dois planetas, e desse relacionamento nasce Hazel (que é a narradora da história). Assim eles desertam da guerra e começam a ser caçados pelos exércitos dos dois planetas.


Essa é a pequena ponta do iceberg em que vamos nos envolvendo, a facilidade com que a narrativa é descrita e as características dos personagens são muito boas, certamente ira bater os olhos e reconhecer cada "ser" que aparece na trama. Como por exemplo: um príncipe que tem uma TV ao invés de uma cabeça, ou uma babá que é um fantasma com metade do corpo, Um caçador de recompensas que parece egípcio. Staples dá um show de designer de monstros e raças.

 Outro ponto positivo da história é a forma como é trabalhada a magia do povo de Marko e a tecnologia do povo de Alana, pois ela abordada de forma simples e nos faz entender o porquê do apego deles a suas culturas que são bem diferentes. O povo deles tem suas singularidades e acho que isso acaba chamando mais atenção ainda.

Essa é uma história que merece um Destrinchando Paginas, pra eu poder falar mais abertamente sobre a história sem entupir de spoiler. Posso falar: essa história é desbocada, eróticas, engraçada, política e extremamente interessante. Que espero que logo alguma editora brasileira pense com carinho e traga ela para eu por na minha estante.



Até a próxima.

domingo, 30 de dezembro de 2012

O Espetacular Homem Aranha e seus bons momentos.


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Matutei muito como homenagear o Tio Stan “The Man” Lee pelos seus 90 anos de idade, e quem dizer que isso não é um marco histórico, não gosta de HQs. Depois do presente de grego que foi a edição 700 do Homem Aranha, resolvi falar da primeira aparição do cabeça de teia que foi em 1962 na Amazing Fantasy #15.



Por mais que a história possa ser datada, ainda sim ela é um marco dentro dos HQs, pelo fato de todas as ideias que deram certo até hoje quando se trata de Homem Aranha estar nessa edição de apenas 15 páginas.

Lá vamos conhecer o adolescente Peter Parker que é muitas vezes chamado de Ferrinho (pelo o que entendi é um termo pejorativo), um cara não muito popular, mas muito amado por seus tios Ben e May, que dizem que o garoto é um exemplo. Quando ele está numa feira de ciências em que estão testando um equipamento radioativo, Peter acaba sendo picado por uma aranha que foi afetada pela experiencia e isso desencadeia poderes de aranha no garoto.


Acho que a parte mais importante da edição é aquela lição de moral que faz Peter Parker amadurecer. Quando garoto está se apresentando na TV e demonstrando seus poderes, após se tornar uma estrela da luta livre. Ele nega ajudar um policial e deixa um ladrão fugir apenas dizendo: isso não é meu trabalho. Esse ato de omissão custa muito caro para Peter, pois quando ele chega a sua casa descobre que seu tio foi assassinado. Então ele vai fazer justiça com as próprias mãos, e entende que aquele momento em que ele deixou o ladrão fugir foi crucial para sua vida e nunca mais deveria se omitir novamente. Assim nasce nosso amigo da vizinhança Homem Aranha.



Eu li a revista há alguns minutos e a história é bem boazinha e melhor lembrar-se dela do que o estão fazendo com o cabeça de teia, e garanto para vocês: alguém em algum lugar na Marvel deve odiar demais o Homem Aranha, pois já fizeram cada coisa com esse personagem. Agora na edição 700 simplesmente matam o cara da forma mais absurda possível e dizem que vão criar um Homem Aranha Superior.

Eu acho inconcebível, esdrúxulo e horrível, como um bando de caras que se dizem editores e roteiristas, conseguem esquecer todo o legado de um personagem. Algo que é referencia para muitas pessoas e simplesmente deturpar toda a criação. Existem duas formas de fazer essas coisas e o Miles Morales manda um abraço neste momento.

Acho que esse texto é sobre não esquecer como o Homem Aranha foi criado e o quanto Stan Lee foi e será importante. Agradecer ele a ter nos trazido tantos personagens importantes e nos feito crer mais uma vez no inacreditável.



O dia 28 de Dezembro de 2012 é importante, Stan Lee fez 90 anos e eu fiz 25, e com um tanto de décadas a minha frente, devemos olhar os ícones e tentar apreender alguma coisa de valor com eles. Parabéns Stan Lee, sei que o senhor não vai ler isso, mas é minha forma de agradecer.

Até a próxima e a dica é: não comprem Superior Spider Man e vamos acabar com essa merda.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Um Besouro Azul que não foi entendido.

Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Desde que eu criei o blog quero falar muito dessa revista, e acho que chegou a hora. Hoje vamos abordar o bom primeiro arco de histórias do Besouro Azul. Uma história que tinha tudo pra ser um dos carros chefes da DC, mas acabou sendo cancelada por vendas baixas. Vai entender o que passa na cabeça desses gringos.


Após o reboot, a revista Besouro Azul (Blue Beetle no original), contava com uma equipe que prometia bastante no seu trabalho, Tony Bedard nos roteiros, o brasileiro Ig Guara nos desenhos e a partir da terceira edição entra outro brasileiro na arte finalização, o piadista de twitter JP Mayer. Este post abordará o primeiro encadernado que foi lançado pela Panini num preço ultra bacana, mas com um acabamento meio xumbrega (acho que uma coisa meio que compensa a outra).

Vamos conhecer nas primeiras paginas, o garoto Jaime Reyes, Jaimito pros mais íntimos, que vive em El Passo. O cara tem problemas na escola como qualquer cara mirrado e que parece fraco, discute com os pais, enfim, um adolescente normal. O melhor amigo dele faz parte de um tipo de gang e chama Paco, um personagem que é bastante explorado durante esse arco de histórias e temos o amor do nosso herói que é Brenda, a qual ele nutre uma paixão secreta.



Jaime está com Paco indo para o aniversario de Brenda.  Os dois deparam com um monte de vilões se quebrando por causa de uma mochila que tinha um escaravelho azul dentro. Quando o objeto pelo qual brigam cai nas mãos do garoto, ele sai correndo para tentar se safar dos monstros. Então Jaime é atingido nas costas por um raio e algo o protege da morte, e nesse momento o artefato se funde com a coluna do garoto e  ele se transforma pela primeira vez em Besouro Azul, numa sequencia de quadros que é muito bem feita.

Agora algumas coisas começam a ser explicadas na HQ, o escaravelho azul é um artefato que faz parte de uma tropa que conquista planetas. Khaji-da, nome do escaravelho, que estava em uma missão é atacado por um lanterna verde e cai na terra. Basicamente assim que caem em algum planeta os escaravelhos devem encontrar um hospedeiro e o dominar para poder tocar o caos, mas por causa do raio verde que ele tomou acabou ficando defeituoso. Jaime não é totalmente controlado pelo escaravelho por causa desse problema e o artefato não tem comunicação com o restante da tropa a qual pertence.




Agora com essa pequena introdução vocês devem estar pensando: "que merda de história, um garoto com um artefato mistico espacial que só vai salvar o mundo. Que clichê". Ai que te engana meu companheiro! Bedard explora as relações pessoais de Jaime e como o escaravelho muda varias coisas na sua vida, e como ele tenta proteger seus pais, Paco e Brenda do mal que ele pode trazer estando junto a ele. Depois de algum tempo, ele consegue entrar em consenso com escaravelho, desde que ele não conte sua identidade secreta, coisa que rende algumas cenas bem legais.

Ao fim do primeiro encadernado, você está totalmente imerso na história, e quando termina tu já fica na expectativa do segundo volume, que espero que a Panini não se esqueça de lançar. Os personagens são bem desenvolvidos, e Jaime tenta de tudo ser uma boa pessoa, mesmo sendo hospedeiro de algo que ele não entende direito. Quero resaltar à arte do Ig, que faz um trabalho muito bom e o JP que não deixam a peteca cair.

É uma decisão acertada da DC em trazer como Besouro Azul Jaime Reyes, que é terceiro a usar o nome, pois certamente os fãs já estão acostumados e é um herói extremamente carismático, além de já ter participado de um capitulo da série Smallville e ser um dos personagens da animação Justiça Jovem. Sei que ouve um mimimi desgraçado porque os fãs mais old school queriam o Ted Kord (segundo a usar o manto), mas acho que esse personagem já é um pouco ultrapassado e certamente será bem caracterizado pelo Grant Morrison na minissérie Multiversity.

Há noticias que o Besouro Azul já esta com uma casa nova, então podemos ficar tranquilos que o herói não irá para o limbo. Se gostar do texto e ainda quiser mais informações, o pessoal do Comicpod fez um podcast todo sobre a história dos besouros azuis, com foco no Jaime Reyes. Corre lá que vale a pena.




Até a próxima e a constatação é: chupa Ted Kord, bom mesmo é o Jaimito.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Tá na hora do combo...mais uma vez


Por Pablo Sarmento

Eai pessoal...

Hoje vou falar sobre algo que me remete a infância, e o tempo que eu pagava pouco, tinha boas revistas e coisas que emulavam ideias de outras histórias que acabam ficando muito original. Estou falando de Combo Rangers de Fabio Yabu que foi criado em 1998 e finalizado de forma abrupta em 2004.



A série começou como uma animação em flash, nos primórdios da internet banda larga, (pelo menos pra mim), e foi assim que ganhou espaço no como o titulo de WebMangá, que parodiava de forma muito engraçada os esquadrões super sentai que são originários do Japão.

A história é sobre 5 adolescentes Fox, Tati, Lisa, Kenji e Kiko, que recebem poderes de um herói aposentado, que se chama Tio Combo, e assim começam a defender a terra das coisas mais malucas que tu pode imaginar. Ainda na primeira temporada é incluído um sexto integrante no grupo, Luke é o combo ranger branco. Se vocês viram Power Rangers e gostavam, agora tão entendendo tudo que tá acontecendo.



A série contou com 3 temporadas na web, Combo Rangers que teve 25 episódios, Combo Rangers Zero, que também teve 25 episódios e Combo Rangers Revolution, que teve 14 episódios e não foi finalizada, pois Yabu foi se dedicar a outros projetos

A editora JCB começou a lançar as histórias em formato impresso, e ai que eu entro de gaiato nesse mundo, pois quando saia às coisas na web ainda não tinha computador, mas lembro duma edição do jornal Hoje falando sobre a webcomic. Achei tão maneira à ideia que quando vi na banca tratei de comprar alguns meses e me surpreendi com a forma como a narrativa era feita e como de um momento ultra engraçado pulava para um dialogo bem sério. Foram lançadas 12 edições pela editora JBC e 10 edições pela Panini.

O legal de todo esse trabalho é quebrar a cabeça tentando descobrir as referencias que ele usou para poder criar seu universo ou como é chamado Yabuverso. Tem coisas que tu precisa ir bem longe matutando para entender o que é, mas acho que séries de humor sem esse tipo de artifício são poucas hoje em dia. O legal mesmo é tu brincar com as ideias e tirar sarro das polêmicas.

Agora vem a parte boa de todo esse post: Yabu anunciou na feira do livro de Porto Alegre de 2012 que voltaria a escrever a trupe maluquete e traria novas ideias para o grupo, e acho que a dois dias atrás foi anunciado o Catarse do projeto (você doa dinheiro para financiar algum trabalho), acho que nós como fãs do titulo devíamos ajudar muito para não deixar essa ideia acabar.



Até a próxima e a constatação é: nunca esqueça quem nos salvou...Goku obrigado mais uma vez.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Batman em cidade castigada ganha uma pitada de realidade.


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Nem sempre as pessoas acertam em suas escolhas, e o que acontece quando você julga um livro pela capa e seu conteúdo se mostra uma coisa totalmente diferente do que você pensa. Acho que obra de hoje nos dá uma lição mais ou menos neste estilo, em Batman: Cidade Castigada, encontramos o homem morcego se deixando levar pelo seu coração e o que pode acontecer ao final dessa história?



Batman: Cidade Castigada, é um arco de histórias que vai de do numero 620 a 625, escrito por Brian Azzarello e desenhado por Eduardo Risso (quem não ouviu falar dessa dupla, escreva 100 balas no Google), foi lançado no Brasil pela Panini em formato encadernado com capa dura, um acabamento bem bonzinho e com um preço mega acessível.

Esse arco de histórias que aborda uma investigação do Batman, mas não uma  busca convencional do homem morcego (se é existe alguma). O herói está atrás do assassino de Elizabeth Luppo, procura o paradeiro do irmão da moça, Angel Lupo, e quem pode ter matado os pais de um garoto.  A narrativa é bem intrincada e lembra alguns romances policias onde sempre tudo vai se encaixando como um grande quebra cabeça.


O legal dessa história é exatamente a “humanização” que o escritor põe em todos os personagens, tentando os deixar o mais real possível, algo mais ou menos parecido com o que Nolan faz na trilogia dos filmes. Vamos ver Crocodilo como um tipo de cafetão, cheio de adornos, ternos caros e varias dentaduras diferentes (acredite varias mesmo).

Passamos por um Scarface que é um tipo de chefe da máfia e parece mais louco que normal. O escritor faz questão de trabalhar bem a dualidade desse personagem, mostrando Arnold querendo se livrar de seu alter ego.

O Pinguim está em uma das suas melhores caracterizações existentes. O descrevem como uma pessoa com deficiências que lhe deixaram monstruoso, e ele age como um homem que dá informações a quem paga melhor.

Vocês se enganam se Azzarelo iria esquecer o Coringa. Esse cara com certeza rouba a cena no momento que aparece na história, e o mais incrível ele ajuda o Batman a voltar a ter foco na sua investigação. Foram criados dois vilões novos (pelo menos nunca vi menções dele sem ser nessa história), Hiroshima e Nagazaki, que são um tipo estranho de ninjas, que só servem pro Batman apanhar e depois dar umas boas bordoadas.

O morcegão não está em nenhum momento para brincadeira neste arco, pois está muito violento e não pensa duas vezes antes de quebrar algum osso para poder ter a informação que precisa para solucionar seus mistérios. Outro ponto que gostei bastante foi à forma em que foi retratado o personagem, ele faz coisas mundanas, frita um bife, tem problemas para dormir, ele se vê no garoto que ficou órfão na história.

Os desenhos de Risso são um show a parte, gosto deles exatamente por eles retratarem uma Gothan City, suja, pecaminosa e urbana, não tentando amenizar nenhum um pouco, chegando a lembrar bastante quando Frank Miller estava a frente da revista. Posso dizer que esse artista tem um bom timing do personagem e sua narrativa casa muito bem com os roteiros.



Chego à conclusão: essa história certamente deveria a estar num hall bem seleto de boas histórias do homem morcego e merece uma boa apreciação, mas claro que dentro do contexto do trabalho da dupla que é único.

Se eu não me engano essa foi à primeira história do Batman que minha namorada leu, e por incrível que pareça, ela leu durante o evento Multiverso Comiccon, exatamente no painel da Vertigo. E quem passou por lá e não levou uma edição para o seu Eduardo Risso autografar, deu sopa, pois eu tenho uma edição autografada e não troco por nada.


Até a próxima.