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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Fundo do Baú #5 Perdidos no universo de Matrix


[NOTA: Esse texto foi feito para um trabalho da faculdade e como gostei bastante dele, vou utilizar aqui. Espero que gostem]

Por Pablo Sarmento

Já imaginaram que tudo que a nós vivemos poderia ser uma mentira? Analisaram que todo cheiro, gosto e prazeres não passam de uma mera farsa criada para nos manter no cabresto? Agora devem estar pensando: Porra, o Pablo enlouqueceu de vez! Só que não é bem assim, já que depois que eu vi Matrix, minha forma de ver mundo mudou.


Os irmãos Wachowski em 1999 quebraram um paradigma cinematográfico trazendo novos tipos de efeitos especiais como diretores do filme, em uma trama que pode ser interpretada de várias formas e sem esquecer uma pancadaria no maior estilo filmes de kung fu dos anos 80. O filme Matrix conta com um cast de atores incríveis como, Laurence Fishburne (Apocalipse Now) e Carrie-Anne Moss (Amnésia) e também serviu para trazer das cinzas atores como Keanu Reeves (Advogado do Diabo), que não estava em uma fase muito boa.

Em uma breve sinopse, Neo (Keanu Reeves) é um hacker que usa sua inteligência para poder criar programas e quebrar chaves de decodificação para vender no mercado negro e assim “achar” que está mudando o mundo. O homem é encontrado por Trinity (Carrie-Anne Moss) que lhe diz que pode liberta-lo de toda duvida sobre o mundo que ele tem, e Morpheus (Laurence Fishburne) é mentor e faz a honrarias a porta de entrada ao “novo mundo”.


Tudo que Neo pensava ser real, na verdade não existe, ele não passa de um produto para manter um grande sistema mecanicista ativo. Na verdade toda a realidade que nós vivemos é um programa de computador para nós manter preso e trabalhando para máquinas que acabaram dominando o mundo. Isso tá bem difícil de entender, mas é assim mesmo o filme.

Morpheus e Trinity são parte de uma armada que está na realidade e que ajuda pessoas presas às plantações humanas a se libertarem. Eles também buscam um usuário lendário chamado o Escolhido, que vai poder brigar de frente com essas máquinas no futuro e salvar a humanidade. A Matrix tem programas antivírus, chamados Agentes, que caçam os renegados que estão libertos do poder da máquina e tentando salvar a humanidade.

A resistência pode ir e vir a qualquer hora para dentro do programa e quando se sabe que a Matrix não passa de um tipo de sonho, os usuários livres começam a desenvolver alguns poderes sobre-humanos, por causa de programas que inserem na mente deles, e neste momento vamos ter um dos pontos mais forte do filme que são; as cenas de lutas alucinantes e bem coreografadas.


Matrix trabalha com uma história de ficção científica que emula vários outros gêneros dentro do mesmo universo, já que temos muitas referências à cultura pop da época. Seja pelo forte apelo aos hackers, que usam sua arte para subverter o sistema ao que estão ligados e quebrar barreiras, a qual sociedade estagnada da época. Um elemento bastante interessante a se pensar, já que Neo não passa de um homem cheio de duvidas e que está tentando entender o porquê do mundo ser dessa forma e parecer que não vai para lugar nenhum.

No livro A Pílula Vermelha, organizado por Glen Yeffeth, obra que compila diversos textos feitos a partir do filme. Na parte da religião o senhor Read Mercer Schuchardt fala que Neo é um tipo de Jesus e usa vários pontos para nos convencer que os irmãos Wachowski estavam querendo trabalhar a ideia messiânica, apoiando-se pelo aspecto judaico-cristão ou se embasando em passagens bíblicas. Bem, em alguns pontos posso dizer que está certo o raciocínio do autor, mas em contrapartida acho que tem mais em haver com a jornada do herói do que com esse pensamento bíblico que querem imprimir a nós.

Afirmo essa minha ideia baseada no próprio filme e outras literaturas já existentes, Neo me lembra de Aquiles, um homem que nasceu destinado ao heroísmo ou até mesmo Frodo Bolseiro, uma garoto que não esperava nada da vida e se vê como maior esperança do mundo. Em vários momentos durante o filme o personagem principal vai aprender seguir a jornada do herói: a escolha, a negação, aceitação e a redenção.

Em uma análise geral o filme, usa elementos ciberpunk dos anos 80 de Akira, trabalha teorias da obra Ghost in The Shell e além de ter uma pegada realidade paralela só vista na HQ Invisíveis, coisa que deu até briga dentro da própria Warner com o senhor Grant Morrison. Poderíamos falar um dia inteiro sobre o assunto, só que é mais legal tu ver o filme e tirar tuas próprias conclusões.


O ou A Matrix é um filme que tem um material muito rico para ser explorado, goste ou não, ele ainda é um marco em efeitos especiais e ditou moda, com seus sobretudos de couro, quero ressaltar que mesmo as continuações descambando para outro caminho e que acabem perdendo um pouco a essência. Essa obra ainda vai ser por muito tempo referência e também muito instigadora, ou seja, cumpre o papel a que tanto pretendia que era inovar.

Até a próxima


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Descubra o real e o irreal em Substitutos


E aí pessoal...Imaginem-se num mundo em que as pessoas se relacionam por meio de ciborgues, que a substituem em todos os afazeres do dia-a-dia seja no trabalho, em uma festa, numa reunião de amigos e estou dizendo qualquer coisa mesmo. No filme Substitutos você vai encontrar exatamente isso e também ao fim dele terá inúmeros questionamentos sobre sua vida a frente do computador e seus avatares.



O filme é inspirado na HQ de Robert Venditi e Brett Weldele, no seu cast de atores conta com Bruce Willis (Duro de Matar e Sexto Sentido) e a direção fica por conta de Jonathan Mostow (Exterminador do futuro 3). Este filme de ficção cientifica não chega a ser uma maestria, mas também não deixa a peteca cair já que passa muito bem sua mensagem. A história acontece em 2054, num planeta terra quase utópico, pois a criminalidade foi reduzida a quase 1% e as pessoas não saem mais de casa graças à ferramenta chamada substituto, que são robôs hiper-realistas e servem como um avatar das pessoas. O problema é quando acontece o assassinato de um dos usuários dos Substitutos, causando muitas dúvidas no detetive Greer (Bruce Willis), que investiga o caso que acaba tendo que abandonar o seu substituto para desvendar os assassinatos.



A obra tem suas partes boas e ruins, posso dizer o que me deixou bastante desgostoso foram às incoerências de roteiro como, por exemplo, dizerem que aquele foi o primeiro assassinato que aconteceu em anos e nunca teria acontecido de um substituto ter sido destruído e com isso seu usuário também acabar morrendo. Entendo que isso é uma obra de ficção, mas vários outros filmes como “Tron”, e livros como “Jogador n°1”, dizem que quando seu cérebro está conectado a outro corpo que partilha das mesmas sensações, o cérebro do usuário vai reconhecer sua morte caso o dispositivo seja destruído.  Por outro lado, gostei bastante do questionamento sobre como a vida através de dispositivos sociais deixaria as relações mais frias, como abordam as cenas de discussões cheias de ideias libertárias e da mudança da relação entre detetive Greer e sua esposa Maggie (Rosamund Pike).



            As atuações dos atores não são ruins e no fim, tirando esses erros de roteiro, o filme é divertido e muito bem feito, porém não podemos compará-lo com ícones do estilo como “Blade Runner”. Não tem efeitos cinematográficos extraordinários, e também não precisa, já que o pensamento dele é deixar aquela mensagem de: saia da frente do seu computador e busque relações verdadeiras, porque mesmo você podendo ser quem você quiser na frente de uma tela, em algum momento você vai ter que enfrentar a realidade e ela pode ser muito violenta se você não estiver preparado para ela. O filme tem aquela crítica de dizer “aprenda a usar a ferramenta e não se torne parte dela”.


           Posso dizer além do que foi citado no texto, que por mais que a utopia seja um objetivo da humanidade, ela não passa apenas de uma grande luz no fim do túnel que será, sempre, extremamente difícil de ser alcançada. Afinal de contas somos criaturas dúbias e nos mais diversos backgrounds em um planeta, com bilhões de pessoas, não existe o bem para todo mundo. Devemos apreender a trabalhar as individualidades e tentarmos ao máximo deixar de lado os avatares e as epopeias que nunca participamos e nos concentrarmos em apreendermos a sermos humanos, que tem problemas diários, vida atribulada onde nem sempre podemos ser um astro ou um grande herói. Não devemos desistir do lutar pelo nosso lugar ao sol, mas quanto mais sinceros com si próprios nós formos, melhor a vida será.


Até a próxima! E a pergunta é: Vocês conseguiriam viver num mundo cheio de avatares?

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Novidades, Periodicidade e Terra Zero


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Este é um post bem rápido só para falar de algumas alterações no Emulador de Críticas e dizer o porquê estou meio afastado do blog. Bem como alguns já sabem no fim do ano passado passei a ser integrante do site especializado em DC comics, Terra Zero e consegui chegar a um dos meus objetivos que era participar de um podcast, e pra minha felicidade um dos melhores na categoria HQ do Brasil que é o Comicpod. Só tenho a agradecer ao Vlad, Kajima, Delfin, Morcelli e a todos da equipe por terem me recebido tão bem e por fazerem eu me sentir em “casa”.

No fim do ano passado disse que teria muitas novidades e eu não deixaria meu foco de lado e quem gostava da forma de como escrevo e das minhas ideias malucas não ficariam decepcionados, pois eu sempre iria querer melhorar. Consegui mexer no layout do blog, não ficou bom, só que logo vou tentar arrumar de novo.  Já embromei bastante vamos à novidade principal e depois as explicações.

Ainda esse mês o Emulador De Críticas vira parte integrante do Terra Zero, ou seja: vou ter uma coluna no site com o nome do blog. Onde continuarei a fazer resenhas de discos, séries e filmes. Só que dentro do site todas essas resenhas terão alguma ligação com HQs, então, esperem as mais diversas coisas que vocês poderem imaginar. Já que sempre fui muito de elucidar as HQs e falar de suas adaptações tanto de filmes para HQs como de HQs para filmes. Espero que gostem das minhas ideias.

Pera! Não vão embora ainda, tenho mais coisas para falar: aqueles que acham que vou abandonar o blog totalmente estão totalmente enganados. Eu ainda continuo postando aqui no Emulador de Criticas, e fora do Terra Zero, assuntos que não são relacionados a HQs, tanto que o meu último post não tinha nada haver com revista em quadrinhos.

Só para deixar claro, as organizações dos posts serão assim: um post por semana, só que eles intercalaram entre o Emulador de Críticas e o Terra Zero. Então se vocês gostam o que escrevo não me abandonem (olhem para a raposa do banner quando lerem essa frase), acompanhem o Emulador, Terra Zero e o Comicpod esse ano de 2013 promete coisas maiores ainda. Quem viver verá!!!!


Até a próxima e daqui a uns dias terão mais notícias minhas. Muhahahaha

terça-feira, 26 de março de 2013

Aquela queimada de língua em Jogos Vorazes

Eai Pessoal...

Neste fim de semana fiz uma maratona de filmes que haviam saído e eu ainda não tinha olhado, o que mais me surpreendeu foi Jogos Vorazes, certo que é um filme para garotas e com aquele romance água com açúcar, essa é a parte que eu deixo pras garotas suspirantes, vou explicar o que achei legal neste filme.



O filme foi lançado em março de 2012 e tem a atriz Jennifer Lawrence como atriz principal, uma boa atriz certamente chamaria grande atenção para a película, que acabou sendo um tiro certo, pois foi muito bem recebido pela crítica especializada e o sucesso foi tão bom que já estão gravando o segundo filme. Vale lembrar que este filme foi baseado no romance de mesmo nome escrito por Suzanne Collins e é uma trilogia de livros.

Na história basta imaginar um mundo totalmente deturpado após uma guerra e o pais está dividido, o governo usa sua força para unificar novamente o estado, só que para manter os 12 distritos que se rebelaram com medo do estado é criado um reality show chamado Jogos Vorazes, que nada mais é 24 adolescentes, um menino e uma menina por distrito, se matando numa ilha até somente um se tornar o vencedor e assim ganhar as honrarias. Neste momento conhecemos a personagem principal da história Katniss Everdeen a garota que se oferece em tributo no lugar da irmã que havia sido sorteada para participar do jogo.



O decorrer da história não tem nada de plot twist e nada de anormal, mas em compensação a caracterização e a maquiagem e figurino usada no filme são muito boas. Durante a história você vai saber qual cara é de qual distrito e vai ver uma cidade pomposa que se diverte em ver garotos se matarem, uma tipica crítica que você vê no Punk Rock Jesus, Doctor Who e várias outras obras direcionadas que abordam este tipo de programa.

Outra coisa que me fez querer ver este filme foi porque ele me lembrou demais um mangá que eu li a algum tempo chamado Battle Royale, que tem a temática mais ou menos parecida com Jogos Vorazes e esse tipo de plot já foi utilizado algumas vezes pelo cinema e literatura, agora até a Marvel tem sua HQ de arena para apenas um vencedor.

No meu fim de semana esse filme acabou sendo melhor que a bomba chamada Prometheus, mas claro que não seria melhor que o 007 Skyfall. O post mesmo foi exatamente pelo filme ter me surpreendido e a forma como é abordada não sendo babaca e deixando a violência comer solta.

Até a próxima e a dica é: Não fale antes de conhecer.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Django Livre esbanja um caminhão de balas e sangue.


Por Pablo Sarmento  
     
Eai pessoal...

Os fatos não me deixam mentir, fui ver o filme Django Livre com um pé atrás. Não li nenhuma critica, não acompanhei nada de bastidores. Fui cego e pensei: é o Quentin Tarantino vou deixar ele me surpreender.  Bom, foi um filme de 162 minutos em que eu me diverti bastante e não me senti cansado, o único ponto negativo da noite foi pipoca ultra salgada que eu comi (isso é dispensável, neh).




Esta película tem direção e roteiros de Quentin Tarantino, um elenco de peso que conta com Jamie Foxx (Django), Christoph Waltz (Dr Schutz) e Leonardo cada vez mais calando minha boca Dicaprio (Calvin Candie).

A história é algo que te prende que te faz pensar um pouco e tentar entender como as coisas eram no EUA escravagista no tempo do velho oeste, o filme se passa há uns dois anos antes da guerra civil do país. Vá preparado para muitos “crioulos”, “negão” e outros termos do gênero. Tem vezes que chega a ficar meio forçado a forma das tratativas, mas acho que faz parte do estão tentando expressar.



Nós acompanhamos Django e Dr Schultz que são caçadores de recompensas e após algum tempo caçando e juntando dinheiro vão atrás da esposa do ex-escravo. Assim começa a epopeia de amor em que somos inseridos, e por varias vezes vai nos deixar meio impressionados como o que uma pessoa compenetrada pode fazer quando tem uma grande inspiração (não seria mais fácil dizer: o amor move montanhas). Assim eles vão até fazenda de Calvin Candie e criam um plano libertar Broomhilda (Esposa de Django).



As cenas de tiros são deveras caricatas, mas isso é uma marca do diretor e então espere sangue voando pra todo o lado e muita bala, porque os caras gostam de atirar. A trilha sonora do filme é uma coisa que me chamou bastante atenção, pois é bem eclética e os caras tem o timing certo pra todas as cenas.



O filme Django Livre já tinha ganhando um globo de ouro como melhor roteiro antes de eu ir olhar. Com certeza absoluta esse é o ponto alto do filme, os diálogos são muito bem escritos e a atuação de Christoph Waltz é um primor, chegando a roubar a cena inúmera vezes. Outra coisa legal é que temos uma participação explosiva do diretor do filme na parte mais absurda da história.

Posso dizer que Django era um sucesso antes mesmo de sair, pois as pessoas esperam demais do Tarantino após Bastardos Inglórios. Então, não fiquem com medo de ver o filme, pois ele pode até parecer uma parodia do velho oeste, mas não acho que seja isso que eles querem passar.

Outra coisa que aconteceu, foi que agora vai sair uma minissérie em HQs do filme pela Vertigo e escrita pelo próprio Tarantino, e vai contar com 5 revistas. Pelo o que eu li no TerraZero o primeiro numero esgotou muito rápido. Eu consegui ler a revista e está muito fiel ao filme, segundo o próprio Tarantino ela será o roteiro sem cortes do filme, ou seja, mais ou menos o como a versão estendida do filme.




Até a próxima e a dica é: seja surpreendido não programe as coisas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Profundidade de UP


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Eu ultimamente ando falando muito de HQs, acho que é porque leio muito rápido as histórias e ando trabalhando demais, logo não tenho tempo pra séries e filmes. Hoje depois de pensar muito, e quebrar a cabeça. Minha namorada fala: Pablo, porque tu não fala de UP? Tipo minha cabeça explode de uma forma, e agora você começa a ler sobre uma história tão fofa e tão romântica, que quando vi a primeira vez, lembro-me de meus olhos ficaram bem marejados.



O filme UP - Altas Aventuras, foi lançado em 2009 e sua produtora é a maravilhosa Pixar (sim, ela é maravilhosa). Gosto de pensar que esse filme tem uma profundidade tão imensa, e explora tão bem duas fases da vida da pessoa, que não foi por acaso que ganhou todos os prêmios de animação no ano de 2010.



O filme aborda sonhos, a inocência, a dureza da vida, como é difícil viver sozinho e ser apegado a lembranças. Nele conhecemos o ainda garoto Carl Frederikisen, que sonha em ser um explorador, assim como Charles Muntz, que é seu ídolo máximo. Durante umas de suas brincadeiras em que sonha em voar até o paraíso das cachoeiras, acaba conhecendo Ellie. A garota que também partilhava dos mesmos sonhos que ele, e desde desse momento nunca mais os dois se separaram. Nesse instante começa a contar a história dos dois em flashbacks e mostrando a profundidade do amor que este casal sente um pelo o outro. Eles sempre usam a frase: “de coração” pra marcar momentos lindos dessa passagem. Ao final desse curto resumo da vida dos dois, Ellie Morre e deixa Carl sozinho. E é dessa parte que a história começa.



O nosso velinho ranzinza está em meio a uma briga para continuar morando na sua casa, já que uma grande companhia comprou toda a área e menos a casa do Sr Frederikisen. Durante umas das suas intrépidas manhãs ele recebe a visita de um escoteiro chamado Russel, que pergunta se poderia ajudar o velinho. Para tentar afastar o menino gordinho ele diz pro garoto procurar uma ave chamada Narceja que o estava incomodando.

Sr. Frederikisen tentando fazer seus planos dele e de Ellie dar certo, faz a casa virar um dirigível com balões de hélio, e parte numa aventura em busca do paraíso das cachoeiras. Só que ele não sabia que teria um passageiro a mais nesta aventura, o menino Russel entra de gaiato nesta viagem, em que vai mudar a vida dos dois.



O filme é algo que te faz realmente pensar em como seu futuro pode ser, e como foi bom ser uma criança com todos seus sonhos e inocência. Ele aborda de forma tão magnífica essas duas fases da vida, como Carl Frederikisen está gasto pela vida e cansado de coisas fúteis, mas ao mesmo tempo, com Russel ao seu lado ele consegue lembrar-se de como a vida ainda pode ter um sentido e voltar a sorrir mais uma vez.



A maestria com que a história é contada e até mesmo seu plot twist que é bastante engraçado são dignos de todos os prêmios que receberam. Um filme com cachorros que falam (com uma explicação sci-fi pro caso), balões e pássaros pré-históricos. Dá uma vontade que de querer voltar a ser um garoto de oito anos que corre na rua gritando, ou que perde a ponta do dedo do pé jogando bola no paralelepípedo. Coisas que hoje em dia algumas pessoas esqueceram como é, e assim, passando todo o seu tempo fazendo que certamente serão relevantes.



Acho que se você ainda não viu esse filme, deve correr e compra-lo, mesmo. Certamente após você olhar ele uma vez, vai querer ver sempre, sempre, sempre e de coração.

Até a próxima e a dica é: Corra, pule, brinque e lembre sempre, a infância só existe uma vez.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A Origem dos Guardiões e aquela visita à infância.


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Durante o tempo da Semana Temática O Hobbit, eu pude ver e ler coisas pra não ficar remexendo na minha cabeça e explorando pensamentos para chegar a alguma coisa legal de falar. Ponto positivo foi muitas coisas novas na prateleira e alguns filmes no cinema. Hoje vou falar de uma película muito legal e que me chamou atenção por sua narrativa bem leve e com aquela ação dos desenhos dos anos 80, estou falando de A Origem dos Guardiões (não é o filme das corujas), que saiu aqui no Brasil há algumas semanas, produzido pela Dreamworks, ou seja: são quase 100% de aprovação.


O filme narra a história de 5 guardiões que defendem a inocência e o sonhar das crianças, temos Papai Noel, numa roupagem diferente tatuado e usando espadas, Coelho da Páscoa ou Coelhão, que é o mestre em artes marciais e tem 1.85 de altura, Fada do Dente, que é a pessoa que cuida das lembranças das crianças, Sandman (nem um pouco parecido com a da HQ), um cara boa praça, mudo, e que tem poder sobre os sonhos das crianças e Jack Frost, que é um espírito mais ou menos parecido com o saci brasileiro, mas ele aparece apenas em dias gelados e gosta de pregar peças nas crianças.




            A trama conta sobre a passagem da vida e acreditar nestes mitos, o que representa o natal, aquele dente que troca por uma moeda, aquele sonho bom, a esperança da páscoa e quando tudo isso é ameaçado pelo bicho papão, personagem que me parece muito com o Hades do filme Hercules da Disney, essa rapaziada se junta pra combater e tentar manter aquela chama acessa sobre a imaginação e da importância de sonhar.

Certamente alguns vão achar estranho Jack Frost ser o personagem principal do filme, é exatamente porque ele tem o mesmo “status quo” do vilão e ele não precisa usar as mesmas artimanhas sujas que ele para que as pessoas lembrem-se dele.

As cenas de ação de filme tem uma coisa muito legal, pois pra um filme infantil ele tem uma pancadaria monstro e muito bem coreografada. E os character designers estão de parabéns, pois com certeza ao bater os olhos nos personagens você os identifica muito rápido.



No fim do filme acho que ele passa a lição que ele quer passar. Quando sai da sessão no banheiro ouvi um menino dizendo: “pai quero ser igual o Jack Frost”. Esse é o maior papel dessa obra, tentar dar uma roupagem nova para as lendas infantis e reavivar aquela criança que existe dentro de cada uma de nós, pois neste mundo atribulado e corrido em que vivemos acabamos esquecendo coisas que nunca deveríamos esquecer.



Até a próxima


Trailer


domingo, 16 de dezembro de 2012

Semana Temática O Hobbit - Resenha do Filme O Hobbit A Jornada Inesperada


Por Pablo Sarmento

Eai pessoal...

         Esse é o ultimo post da semana temática, e a menos de 7 horas eu tive uma experiência muito boa olhando o filme O Hobbit A Jornada Inesperada, vou falar dele e vou tentar dar uma parecer que não seja muito entusiasmado.

·         Semana Temática O Hobbit




4-    Resenha do filme O Hobbit A Jornada Inesperada

A Jornada Inesperada

        Como vocês podem ter notado em toda a semana eu falei mais da parte literária das obras do Tolkien, não que eu não ache bom os filmes, eu gosto muito deles, mas sabe como são essas obras de transposição de livros para cinema, sempre se perde alguma coisa. Algo que no filme em questão hoje se mostra bem mais interessante.



           O senhor Peter Jackson, nesse filme bota amarras cronológicas na história e cria um elo direto com a trilogia do Senhor dos Anéis, esse é um artifício muito valido, pois quando Tolkien escreveu O Hobbit não pensava ainda em escrever sobre a saga de Frodo.

         Tem muitas pessoas que ficaram que de nariz virado por um livro de 400 paginas virar três filmes, quando no Senhor dos Anéis temos um filme por livro. Essa resposta é uma coisa que você depara com os primeiros 10 minutos de filme, a transposição do livro é exatamente o que você vê na tela, ainda com adendo de algumas cosias que não são exploradas no livro, mas você sabe que está acontecendo durante a trajetória de Bilbo e seus amigos anões até Erebor. Com certeza absoluta vocês entenderam o porque de 3 filmes, pois seria impossível fazer um filme sem cortar partes importantes da história.



         Alguns atores estão de volta aos seus papeis e temos novos nomes a franquia, como Martin Freeman que se eu ver ele em qualquer outro papel na minha mente me remetera a um hobbit, pois esse ator teve um estudo bem grande para pegar todos os trejeitos do ator Ian Holm,que é quem interpreta o Bilbo velho. Richard Armitage é um dos caras que rouba a cena como Thorin Escudo de Carvalho (a parte da cantoria na frente da lareira é uma coisa de arrepiar).

        A estética do filme está de parabéns, os efeitos especiais estão melhorados e quando eu olhava o filme é como se uma parte de mim estive-se no meio daquelas batalhas e momentos que esse filme nos mostra.



             Basicamente o filme pega apenas somente os 6 capítulos do livro e tem a duração de 3 horas e 15 minutos, o único pecado desse filme é ele ser longo demais e ter algumas partes que só quem é bem fã da história entenderiam bem e podendo deixar alguns espectadores cansados com um filme tão longo.



            Outro ponto que eu achei bem fraco foi à personificação de Radagast, que me pareceu meio forçado, parecendo um bufão de marca maior e aquele treno com os coelhos soaram forçado pacas, mas acho esse um pequeno defeito perto de tudo que esse filme pode representar.

          Com ação desenfreada, muitas lições de amizade e acima de tudo o carinho com a obra esse é pra mim o melhor filme de 2012 (desculpa Vingadores e Batman).




Até a próxima e a dica é: saiba enrolar trolls, pois isso pode salvar sua vida.


Trailer


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Poder Sem Limites explode cabeças e outras coisas mais.


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Já fazia algum tempo que eu queria ver o filme Poder Sem Limites ou Chronicle, se quiser usar o nome original, mas sempre fiquei meio apreensivo com o que esse filme poderia me mostrar. Então busquei forças e fui ver o filme e me surpreendi bastante.



O filme foi lançado em 2012, foi dirigido por John Trank, que tenta nos tirar da zona de conforto e nos põe no ponto de vista dos personagens. Se já olhou Bruxa de Blair e Cloverfiend vai entender o que eu estou falando, mas se engana quem achar que é uma obra de fundo de quintal, ela tem efeitos especiais bem interessantes e com certeza algumas pessoas vão lembrar de outra coluna que eu escrevi há algumas semanas atrás.

O filme aborda a vida de Andrew (Dane DeHaan) um típico garoto nerd que resolve começar a gravar tudo que ocorre na sua vida, partir dele conhecemos Matt (Alex Russel) primo do cameraman, babaca e metido a filosofo e por ultimo o atleta e o candidato a presidente de classe Steve Montgomery (Michael B. Jordan).



Com esse trio que a história começa a desenrolar, eles estão numa festa mixuruca e vão andar no campo, eles acabam achando uma cratera e entram para ver e filmar o que tem de estranho nela. Acabam encontrando um tipo de meteorito que muda de cor e faz sons estranhos, a câmera começa a dar problemas e do nada corta enquanto eles estão gritando. Quando volta a cena, mostra-os arremessando bolas de basebol uns nos outros, é quando Andrew para a bola com o poder da mente. Algo dentro daquela caverna liberou um poder dentro desses três moleques.



O andamento do filme te prende bastante exatamente por mostrar eles apreendendo a usar esses poderes, tentando criar um código para que as pessoas não saibam que eles são super poderosos e a ascensão deles dentro do grupo escolar. Tenho certeza que muitas pessoas vão se identificar demais com os problemas dos adolescentes, pois certamente quase todos (pra não dizer todos) já passaram pelos mesmos problemas que eles e pensaram: Ah se eu tivesse poder pra mudar essas coisas.

Do meio pra frente do filme começamos a ter visões de outras pessoas sobre os acontecimentos, o diretor usa como artifício câmeras das ruas, celulares e webcams para poder mostrar o embate colossal que acontece no centro de Nova York, coisa que lembra muito o desenho Akira (entreguei pra vocês a coluna).



Esse filme me tem um “Q” de trajetória do herói, mostra todas as seus estágios e explora a complexidade que pode ser uma pessoa qualquer ter poder ilimitado. Até agora estou me perguntando se eu não faria as mesmas coisas que eles. Infelizmente esse filme não teve tanto sucesso, pois é exatamente um filme pra nichos, e acho que as pessoas têm um pouco de preconceito de olhar algo que use essas técnicas.

Gosta de Sci-Fi, gosta de maluquices, gosta de sair da zona de conforto, vai ver Poder Sem Limites que tu vai sair satisfeito e com o gostinho de quero mais.

Até a próxima.