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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Como assim Homem Aranha nos anos trinta?!


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

O motivo de eu comprar Homem Aranha NOIR: é exatamente eu gostar/estudar história. Quando li a sinopse a primeira vez, fiquei intrigado em saber como Homem Aranha se sairia em aventuras nos anos 30 e quais os elementos que eles usariam para explicar suas motivações e aonde poderia ir essa saga.



Homem Aranha NOIR, foi lançado nos EUA 2009, e no Brasil se eu não me engano em 2011, faz parte do selo Marvel NOIR e esse titulo é um dos melhores que saíram com essa roupagem, pois usa características muito legais, repensando coisas básicas dos personagens. Os artistas envolvidos na história são nos roteiros David Hine e Fabrice Sapolsky e nos desenhos Carmine Di Giandomenico.

A história do encadernado se passa em 1933, após a quebra da bolsa de Nova York e com o monstro do comunismo a solta nos EUA. Peter Parker é um garoto que mora com a tia viúva, que é líder de um grupo que está buscando melhores condições de vida para os trabalhadores. 

       Peter é um garoto esperto e não gosta da situação em que vive, e tem vontade de descobrir quem assassinou seu tio. Durante uma investigação para o Clarim Diário (Jornal em que trabalha). Ele é picado por uma aranha mágica africana e acaba ganhando os poderes que lhe transformaram em Homem Aranha.



O legal dessa revista é a ambientação dos personagens, o vilão dela é o Duende Verde, mas não espere um cara com um mascara e um planador, o homem com dupla personalidade, ele é um casca grosa (literalmente), um gangster. A Gata Negra é dona de um bordel que troca informações por proteção.

        O uniforma negro do Homem Aranha é um caso a parte, tem um estilo muito legal e comedor de teia também usa armas de fogo, mas em contraponto não lembra muito aquele herói piadista do universo 616 dos tempos áureos.


Os desenhos usam bastante luz e sombra e a cidade é muito bem representada nos traços de Guiandomenico. A história é bem amarrada, mas é um pouco previsível. Acaba deixando um gancho muito bom para o segundo arco de histórias que tem uma qualidade bem mais aceitável.



Se quiser começar a ler Marvel NOIR, acho que essa é a melhor revista para te ambientar dentro da proposta da casa das ideias. O encadernado tem um preço 19,90 e tem um acabamento muito bom.



Até a próxima e a dica é: não seja picado por aranhas, pois elas não vão te dar superpoderes.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fundo do Baú #02 – Akira


Por Pablo Sarmento

Eai pessoal...

Estamos aqui em mais um Fundo do Baú, pra falar do filme que criou a semente do ciberpunk dentro do meu ser, estou falando do anime Akira de Kastuhiro Otomo lançado em 1988 que foi adaptado do mangá de mesmo nome e foi lançado de 1982 a 1991 na revista Young Magazine.



         Só conheci o anime por volta de 1999 quando entrei em uma locadora do centro da minha cidade procurando o filme dos Power Rangers ou do Porco Rosso, agora não me recordo, mas lembro até hoje do momento que vi a capa do filme e lembrei de cara da revista da Comix, que sempre vinha com o catálogo de venda no meio e tinha o Akira edição portuguesa de luxo e ultra barato. Bah agora eu fui longe, vamos voltar ao foco.


Esta obra é bem a frente de seu tempo, pelo estilo de narrativa imposto por Otomo, posso dizer que muita coisa de ficção cientifica/ciberpunk saíram de Akira, o estilo de futuro sujo e pós-apocalíptico é algo bem normal em todos os gêneros sci-fi, mas este filme tenta mostrar muitas coisas que estão além da nossa imaginação e que com certeza se não pararmos um pouco e pensar, poderá ocorrer conosco no futuro.



Basicamente o filme conta a história de dois amigos Kaneda e Tetsuo que são de uma gangue de motoqueiro/arruaceiros de Neo-Tókio, a cidade tinha sido explodida há alguns anos atrás. A trama gira em torno dessa dupla e de como o governo atua, criando novos humanos com poderes psíquicos, e tentando criar uma nova hegemonia em cima da população.

Agora vocês devem estar se perguntando: quem diabos é o Akira? A resposta é extremamente simples, Akira foi o primeiro experimento de super-humanos que deu certo e também o causador de transformar Tókio em pó na primeira vez. Os restos mortais do garoto são usados como estudo todo esse tempo, por ele ser considerado o humano perfeito.

Quando for ver o filme, vá com o coração aberto e sem preconceito por ser anime. Digo para vocês, neste filme temos algumas coisas bem particulares dos anos 80 e elevadas a um grau extremo, o medo da bomba nuclear, a guerra, o estudo do ser humano, a critica filosófica e alienação imposta aos jovens.



A qualidade gráfica do anime é algo muito legal, ele pode ser considerado um dos primeiros a usar um novo estilo de animação, as cenas de perseguição são bem ambientadas e o jeito que é usado rastros de luz, Neo-Tókio lembra bastante a cidade em que se passa Blade Runner. Existe uma parte que é legal de olhar em câmera lenta: o momento dos flashs, é após Tetsuo fugir do cativeiro e encontrar Kaneda. Passam tantas imagens rapidamente e que contam coisas legais sobre a história.



Akira é uma obra completa, é uma pena nenhuma empresa brasileira ter relançado os mangás, pois certamente terão publico, as revistas que foram lançadas pela editora Globo são meio difíceis de achar, e quando se acha cobram os olhos da cara. Estão a algum tempo tentando produzir um filme baseado na obra, mas não temos nenhuma informação há algum tempo, acho que vai ficar no só na promessa, como o tal filme do Evangelion.



Poderia ficar muitos posts, falando sobre as camadas psicológicas, sociais e temáticas dessa história, mas prefiro discutir pelos comentários, então vou abrir espaço para a discussão, pois vou olhar pela trigésima vez o filme.

Direto do fundo do baú essa é minha indicação

Até a próxima

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Um Arqueiro Batman?!

Eai pessoal....


          Hoje vamos falar da nova série da CW chamada Arrow, que certamente no Brasil se chamara Arqueiro Verde, aquele mesmo dos HQs, desenhos animados e multiverso DC em geral. Criado por Mort Weninger (que nome estranho), e Greg Papp (esse nome consegue ser muito pior), que fez sua primeira aparição em "More Full Comics n° 73 (1941). Go to the Work!!




          Após a foto máscula que vimos, que é mais para chamar atenção pra mulheres. Posso dizer que o episodio piloto da série me deixou meio intrigado. Vou ser sincero com vocês, nunca fui muito fã do arqueiro, ele é respeitado, por ser o segundo humano mais importante no universo DC, mas tirando isso pra mim ele é meio buchão, pois sempre vai ficar na sombra do Batman.
     Bem aqui estamos e somos apresentados a Oliver Queen, um garoto rico que tem a vida boa, que depois de ficar 5 anos naufragado, volta de sua morte e isso atordoa algumas pessoas. Após todo esse tempo na ilha, algo muda nosso herói, então ele volta para cidade em que é recebido de braços aberto, mas como passou tempo para o Queen, ele também passou na cidade e muitas coisas mudaram, sua mãe casou com outro homem, sua irmã já tem 17 anos e alguns problemas de fins químicos, uma ex namorada rancorosa, pois o ele tinha traído a moça com a irmã dela, que também acabou morrendo no naufrágio do barco. Durante o desenrolar do episodio vamos vendo alguns flashes de seu pai falando sobre uma missão, lhe dando uma lista de nomes e dizendo que tinha falhado com a cidade, pedindo ajuda. Sempre falando que a única pessoa que deveria sobreviver ao acidente, teria de ser Oliver, ao que me parece o garoto quer compensar os erros do pai e ele vai ter uma atitude tipo, “rouba dos ricos pra dar aos pobres”. Tendo como ápice do capitulo algo bem maluco.
Quando falo Arqueiro Batman é porque tem muitas coisas parecidas com homem morcego, sua tentativa de usar uma vingança como motivação, esse estilo milionário/playboy pra esconder sua identidade secreta, ele tem um centro de operações com mesmo estilo tecnológico da bat-carverna, chegando a ter uma parte do capitulo que emula totalmente uma cena do Batman Begins em que o Bruce afia uma arma no esmeril, as cena são quase iguais.  (Como pode ver na foto abaixo).Certamente alguns devem estar dizendo: “Ah, eles disseram que iam usar a atmosfera que o Nolan criou pro Batman”. Volto a dizer, precisamos de uma história bem contada, não interessa como, e aqui está mais pra copia do Batman, que uma história do Arqueiro Verde. O primeiro episodio tem seus pros e contras, gostei do estilo de le parkour do personagem, gostei da roupa, mas a história está bem mau amarrada, mas como é uma série poderemos ver se melhora ,ou não. Vamos aguardar...


        O plot twist do fim do capitulo vai me fazer ver o segundo episodio. Se tu gostares do arqueiro verde da série, não fique só nela, leia-o também, pois o da série está bastante fiel ao dos quadrinhos pós reboot. No Mix Flash da Panini você encontra as histórias Robin Hood da DC.

Vou deixar o trailer da série, se quiserem conhecer.



Está aí mais uma critica.

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Pablo Sarmento