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terça-feira, 2 de julho de 2013

As consequências do multiverso em Novos Vingadores

Por Pablo Sarmento

E aí Pessoal! Como é bom estar de férias da faculdade, é neste momento que eu aproveito para submergir na cultura pop novamente e ainda tenho tempo para escrever textinhos sobre os mesmos. Aproveitando-me deste período, vou hoje falar de uma HQ que tem me chamado atenção por ser uma revista que representa o “fio condutor” de todo o Universo NOW da Marvel. Então, se preparem, pois vamos conversar sobre Novos Vingadores.



A HQ escrita por Jonathan Hickman e com os desenhos Steve Epting, artista que trabalhou no primeiro arco da revista. A história é uma dinâmica bastante interessante, traz um thriller político bem desenvolvido, que mostra até onde as escolhas dos heróis pode influenciar o mundo como um todo.

A história gira em volta de um grupo chamado Illuminati, pessoas que são personalidades bastante importantes dentro do universo Marvel e tem trabalham por trás das cortinas contra vários tipos de ameaças. A equipe é formada por Capitão América, Homem de Ferro, Namor, Pantera Negra, Senhor Fantástico, Doutor Estranho, Raio Negro e o Fera, que entra na vaga do morto Charles Xavier.

A narrativa da revista começa em Wakanda quando um grupo de invasores ataca da cidade e ao mesmo tempo Pantera Negra vê no céu um planeta em linha de choque com a Terra e uma das invasoras, garota chamada Cisne Negro, usa uma arma para destruir o mundo que se aproximava da terra e podia acabar com a vida nos dois locais.




Com este acontecimento em mente, o Pantera convoca uma reunião dos Illuminatis para saber qual será o plano para salvar o planeta e fugir deste futuro negro. Após uma conversa de Reed Richards e Cisne Negro, eles chegam à conclusão que o multiverso está em colapso e se autodestruindo e, agora mais do que nunca, tem que fazer escolhas que vão mudar todos os heróis.

A promessa dos primeiros seis números é mostrar uma trama bastante envolvente, seja mostrando os personagens por diversos pontos de vistas, como se eles fossem um tipo de fractal. Pelo o que se percebe o plot da revista vai ser construído de forma concisa, já que ela preza bastante por diálogos, escolhas e consequências. Hickman conta uma história boa de ler e trabalhando bastante em cima dos temas amados do Sci-fi, como multiverso, viagens espaciais e ETs. Além de abusar da verborragia de termos de ficção cientifica.

Na parte artística Steve Epting faz um trabalho deveras Interessante, ainda que existam algumas escorregadas, ele mantém um padrão e suas cenas de lutas são bem montadas, usando boas tomadas. Ele não é inovador, todavia serve muito para o proposto para HQ. Posso dizer que na parte dos desenhos vamos ter uma melhora significativa, pois nosso conhecido Mike Deodato começa a trabalhar no titulo a partir da sétima edição.

Quer uma boa trama mensal e não é apegado a editoras e coisas assim, Jonathan Hickman está construindo algo, que certamente vai ser épico. Para quem não sabe o escritor está indicado ao Eisner deste ano, por outro trabalho que vamos conversar ainda no Emulador de Críticas. Aguardemos as próximas histórias e que tenham mais revistas mensais como: Hawkeye, Arqueiro Verde, Homem Animal, Mulher Maravilha, Demolidor, Novos Vingadores, Saga e uma penca de coisas que vão ser relembradas ainda por muito tempo pela inovação. Seja na parte de designer ou em tramas.




Até a próxima! E a pergunta é: entre salvar o mundo e manter sua honra, o que escolheriam?

sexta-feira, 1 de março de 2013

A repercussão da morte e da homossexualidade nos quadrinhos


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Estou tentando juntar inspiração, há alguns dias, para falar de um tema que me deixa bem apreensivo, de difícil trato e que causa um alvoroço desgraçado na internet. Estou falando da morte e homossexualidade dentro da mídia HQs.

Eu entendo que de vez em quando precisamos sacudir o mercado e incentivar as pessoas a voltarem a comprar as revistas e transformar o mundo internetico numa coisa chata e que todos falam a mesma coisa. Minha pergunta: quando isso começa afetar de forma ruim as séries? Quando isso se torna gratuito?

Vocês podem estar achando meio louco um post dessa forma, mas acho que de qualquer forma precisava expressar quando algumas coisas que acabam se tornando gratuitas e essa batalha entre editoras pra ver quem dá a notícia explosiva. Acho que querem fatos, na mesma semana que a DC diz que vai matar um personagem importante, a Marvel apresenta um casal gay e um deles é o Wolverine. Claro que quem conhece e acompanha sabe que o homem de garras gay é de uma terra paralela e que Robin estava planejado pra morrer a muitos meses.



O que eu acho estranho é como é o recebimento das notícias de muitas pessoas, anunciaram Allan Scott (Lanterna Verde Original) iria ser gay no reboot e tipo os caras enlouqueceram e principalmente os brasileiros, a ponto de James Robinson cutucar o nosso povo e dizer que arranjaria um namorado brasileiro pro LV. Eu estou lendo Terra 2 que e o fato do Alan Scott ser homossexual não influencia nada na história. A Batwoman é outro titulo que a sua personagem principal é gay também e isso acaba deixando a personagem até mais charmosa (não é o que vocês estão pensando seus safadinhos). A Mística sempre foi uma personagem que se relacionou com ambos os sexos e nunca ninguém dá bola pra isso.

Sobre a morte dos personagens, os caras são mais mimizentos ainda. Tudo bem, eu entendo que todos tenhamos nossos ícones e que as pessoas devam gostar e respeitar o que clássicos representam.  O fato não é isso, o problema é os caras serem intocados ou até mesmo ficarem reclamando de um personagem que não morre ou de um que morre muito rápido. Quando Bendis disse que mataria Peter Parker no Ultiverso, os FDP que só sabem chorar ao invés de conhecer a nova proposta já saíram tocando trocentas pedras, mas  agora garanto 80% de satisfação com Miles Morales com o manto de Homem aranha. Normalmente são assim as pessoas, primeiro, criticam e depois tentam entender os fatos. Claro que há casos e casos e existem exceções, sempre precisamos ser incitados, queremos e devemos ficar entretido com está mídia.



Até aqui só falei a parte positiva desse assunto, mas onde está a parte ruim? Sempre existe alguma coisa ruim neste assunto, pois essa “exposição” a que as HQs recebem tem seu lado bom e ruim. O primeiro é que talvez pessoas que não tem conhecimento necessário acabam falando merdas ou misturando informações. Assim leigos (que já não gostam muito), acabam vendo o as revistas em quadrinho como algo totalmente errado e criando mais preconceito,
com os pais falando: “meu filho/filha não vai ler uma história em que o personagem principal é gay. Isso é desrespeitoso”. Claro que tem pessoas assim, em vários fóruns eu li e reli caras que compram HQs há anos perguntando uns aos outros se eles deixariam os filhos deles comprarem uma revista que poderia influenciar a sexualidade dele. Isso é hipocrisia pura.



O fato é como as corporações estão trabalhando essas coisas, ao invés de tentar buscar novas formas de contar história e usar outras ferramentas para entreter o publico, eles preferem uma manchete sobre algo bem cabuloso pra causar alvoroço e um monte de gente falando merda. Se continuar nesse ritmo as coisas daqui uns anos teremos um reboot por mês ou um anúncio de homossexualidade e morte diariamente. Estamos em outra fase de transição e precisamos ter paciência com as pessoas que estão trabalhando agora. Uso como exemplo o próprio reebot da DC que demorou cerca de 1 ano e meio pra botar a casa em ordem.

Só queria deixar claro, que nós leitores de HQs, muitas vezes nós tornamos mais preconceituosos que as pessoas de fora da mídia. E temos o grande problema de querer primeiro criticar e depois analisar se aquilo foi necessário ou não.


Então o que posso dizer é: deixem o Wolverine ser gay é mais um personagem para as pessoas se identificarem (afinal esse é um dos objetivos das HQs). Deixe o Robin ir pro beleleu e parem de reclamar que já tem hora pra voltar e que foi um descaso o que o Morrison fez, afinal, vocês sempre vão comprar a história que for bem contada. Garanto pra muita gente aqui que já tivemos explicações bem babacas pra retornos de personagens e vocês estão toda santa semana comprando suas revistas. No fim das contas a gente precisa de coisas grandiosas, bem trabalhadas e que não tornem as coisas gratuitas demais para não acabar se transformando em clichê.



Até a próxima

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O cotidiano do Gavião Arqueiro


Por Pablo Sarmento

Eai pessoal...

Longe da briga por fatia de mercado, Marvel/DC, acho que faço parte de uma parcela que pensa que isso pode ser bom pra quem realmente é o interessado, que seriam, os leitores. São dois tipos diferentes de empresas que atuam vendendo pro mesmo grupo de pessoas, mas acho valido outras abordagens. Eu não sou aquela pessoa apegadíssima em Super Heróis (na verdade to lendo herói pra caralho essas semanas, breve entenderam), mas o assunto de hoje é super-heroico e também com uma pitada de revista independentes. Estou falando de Gavião Arqueiro ou Hawkeye, da iniciativa Marvel Now, que sem duvida foi uma das melhores coisas que eu li no ano.



Bem pra quem não se lembra do Gavião Arqueiro, digo uma palavra: Vingadores. Neste momento alguns leitores se perguntam: Tá, eai?! Eu sei que ele é um herói menos interessante que o Homem de Ferro, Thor, Hulk, Capitão America e a Viúva Negra. Acho que esse é o trunfo que Matt Fraction, escritor da revista, usa a seu favor. Ele parece ter liberdade total para fazer o que quiser com o personagem e contar histórias cotidianas do personagem, já que até agora na revista ainda não apareceu em nenhuma missão dos vingadores.



Esmiuçando as páginas você vai entendendo o conceito usado, toda revista mostra esses dizeres: Isso é o que ele faz quando não está sendo um Vingador. E isso é tudo precisa saber. Assim temos um leque de histórias imenso, em que o Gavião Arqueiro usa todo seu treinamento, pra ajudar pessoas e resolver problemas dos mais diferentes. Tipo peitar uma gang por causa do prédio em que mora ter aumentado o aluguel sem aviso prévio, e o dono dele usar força desnecessária pra desocupar as casas, Investigar ladrões de circo, e até comprar um carro.



Acho que como eu li nas redes sociais, a história é mais sobre Cliff Barton, do que do Gavião Arqueiro. Ele é um humano, sem superpoderes, que não quer viver na cartilha dos vingadores e está usando sua fama ajudar quem ele acha certo. Tudo bem, o cara é uma maquina de atrair desgraça (lendo a edição 3 vocês entenderam) . Acho que essa HQ tem uma pegada do Homem Animal do Morrison, claro, sem toda a pegada mística e tudo, mas por abordar o cotidiano do personagem e mostrar que o cara também é normal, come, tem um cachorro, faz sexo e tem outras coisas pra se preocupar.



Os desenhos de David Aja, são bem legais e retrata bem o que o autor está querendo entregar para nós. As capas das edições são muito legais, e tem algumas que ensinam a usar arco e flecha, bem interessantes mesmo.

Bom o post de hoje é curto, mas é uma indicação que não precisa de muito. Se tiverem um tempinho, corra e leia. Acho que certamente essa revista figurara no Eisner de 2013, então merece uma conferida.



Até a próxima e a pergunta é: como seria um HQ sobre seu cotidiano?

domingo, 30 de dezembro de 2012

O Espetacular Homem Aranha e seus bons momentos.


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

Matutei muito como homenagear o Tio Stan “The Man” Lee pelos seus 90 anos de idade, e quem dizer que isso não é um marco histórico, não gosta de HQs. Depois do presente de grego que foi a edição 700 do Homem Aranha, resolvi falar da primeira aparição do cabeça de teia que foi em 1962 na Amazing Fantasy #15.



Por mais que a história possa ser datada, ainda sim ela é um marco dentro dos HQs, pelo fato de todas as ideias que deram certo até hoje quando se trata de Homem Aranha estar nessa edição de apenas 15 páginas.

Lá vamos conhecer o adolescente Peter Parker que é muitas vezes chamado de Ferrinho (pelo o que entendi é um termo pejorativo), um cara não muito popular, mas muito amado por seus tios Ben e May, que dizem que o garoto é um exemplo. Quando ele está numa feira de ciências em que estão testando um equipamento radioativo, Peter acaba sendo picado por uma aranha que foi afetada pela experiencia e isso desencadeia poderes de aranha no garoto.


Acho que a parte mais importante da edição é aquela lição de moral que faz Peter Parker amadurecer. Quando garoto está se apresentando na TV e demonstrando seus poderes, após se tornar uma estrela da luta livre. Ele nega ajudar um policial e deixa um ladrão fugir apenas dizendo: isso não é meu trabalho. Esse ato de omissão custa muito caro para Peter, pois quando ele chega a sua casa descobre que seu tio foi assassinado. Então ele vai fazer justiça com as próprias mãos, e entende que aquele momento em que ele deixou o ladrão fugir foi crucial para sua vida e nunca mais deveria se omitir novamente. Assim nasce nosso amigo da vizinhança Homem Aranha.



Eu li a revista há alguns minutos e a história é bem boazinha e melhor lembrar-se dela do que o estão fazendo com o cabeça de teia, e garanto para vocês: alguém em algum lugar na Marvel deve odiar demais o Homem Aranha, pois já fizeram cada coisa com esse personagem. Agora na edição 700 simplesmente matam o cara da forma mais absurda possível e dizem que vão criar um Homem Aranha Superior.

Eu acho inconcebível, esdrúxulo e horrível, como um bando de caras que se dizem editores e roteiristas, conseguem esquecer todo o legado de um personagem. Algo que é referencia para muitas pessoas e simplesmente deturpar toda a criação. Existem duas formas de fazer essas coisas e o Miles Morales manda um abraço neste momento.

Acho que esse texto é sobre não esquecer como o Homem Aranha foi criado e o quanto Stan Lee foi e será importante. Agradecer ele a ter nos trazido tantos personagens importantes e nos feito crer mais uma vez no inacreditável.



O dia 28 de Dezembro de 2012 é importante, Stan Lee fez 90 anos e eu fiz 25, e com um tanto de décadas a minha frente, devemos olhar os ícones e tentar apreender alguma coisa de valor com eles. Parabéns Stan Lee, sei que o senhor não vai ler isso, mas é minha forma de agradecer.

Até a próxima e a dica é: não comprem Superior Spider Man e vamos acabar com essa merda.

domingo, 25 de novembro de 2012

Marvel Now traz um Hulk diferente


Por Pablo Sarmento

Eai pessoal...

Dei uma de louco, entrei na onda do Marvel Now e comprei Indestrutível Hulk, que saiu na última quarta feira no Comixology. Quando vou olhar o índice de vendas me deparo com esse titulo como o segundo mais vendido no Brasil, isso é no mínimo interessante e vou explicar o porquê dessa loucura pelo titulo.



Primeiramente, Indestrutível Hulk conta com o roteirista que mais ganhou Eisners ano passado Mark Haid e com o desenhista Leinil Yu. No lançamento do teaser da capa os fãs ficaram alvoroçados, pois o Hulk aparecia com um tipo de armadura e um robô estranho ao seu lado. Claro que os fãs mais puritanos começaram a meter o pau na equipe dizendo que estavam estragando o Hulk e que não podiam mudar o personagem. O alvoroço foi tanto até que o senhor Waid se pronunciou dizendo mais ou menos isso: “Por favor, aguardem o que estou fazendo e depois que lançar podem criticar.” Depois desse pronunciamento não me abalei com os números de venda da revista.



O primeiro número trás coisas bem interessantes que serão trabalhadas com o personagem durante sua nova trajetória. Primeiramente, vemos um Bruce Banner que descobre que não existe uma forma de conseguir cura para o Hulk, então, resolve conversar com Maria Hill, que é chefe da Shield, e pedir um tipo de emprego. Usando como exemplo Tony Stark (Homem de Ferro) e Reed Richards (Senhor Fantástico) que são homens inteligentes e trabalham para ajudar as pessoas se propõe trabalhar em pesquisas, como um tipo de purificação por todos os estragos que cometeu.  No fim da revista, depois do Hulk esmagar, de novo, um vilão que fala somente em física e cálculos (coisa que em inglês me deu um cansaço desgraçado pra ler), ele é contratado.



Waid escolhe um caminho muito bom para começar sua trajetória com personagem Hulk, pois não banaliza o grande QI de Banner. Gostei muito dessa coisa de ele colaborar com Shield e deixar de ser sempre aquele cara que tem que alguém está controlando e, pelo o que entendi, o roteirista vai botar Banner e Hulk para trabalharem juntos para a narrativa fluir mais e termos menos “Hulk Smash”. Vamos aguardar os próximos capítulos, mas a premissa, a meu ver, é bem atraente e mostra o porquê de Waid ter empilhado Eisner nos últimos anos.



Os Desenhos de Yu estão agradáveis, não tenho reclamações dele. Ele mantém a narrativa, a história flui sem muitas invenções e suas páginas duplas são muito boas.

Para concluir, já estou ansioso para o Marvel Now, mas no Brasil ainda vai demorar um pouco, pois a saga Essência do Medo ainda não terminou e depois teremos outra maxi saga que é AvX, então o que nós resta é aguardar.



Até a próxima e a dica é: Mimizentos deixem os caras trabalharem.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Como assim Homem Aranha nos anos trinta?!


Por Pablo Sarmento

Eai Pessoal...

O motivo de eu comprar Homem Aranha NOIR: é exatamente eu gostar/estudar história. Quando li a sinopse a primeira vez, fiquei intrigado em saber como Homem Aranha se sairia em aventuras nos anos 30 e quais os elementos que eles usariam para explicar suas motivações e aonde poderia ir essa saga.



Homem Aranha NOIR, foi lançado nos EUA 2009, e no Brasil se eu não me engano em 2011, faz parte do selo Marvel NOIR e esse titulo é um dos melhores que saíram com essa roupagem, pois usa características muito legais, repensando coisas básicas dos personagens. Os artistas envolvidos na história são nos roteiros David Hine e Fabrice Sapolsky e nos desenhos Carmine Di Giandomenico.

A história do encadernado se passa em 1933, após a quebra da bolsa de Nova York e com o monstro do comunismo a solta nos EUA. Peter Parker é um garoto que mora com a tia viúva, que é líder de um grupo que está buscando melhores condições de vida para os trabalhadores. 

       Peter é um garoto esperto e não gosta da situação em que vive, e tem vontade de descobrir quem assassinou seu tio. Durante uma investigação para o Clarim Diário (Jornal em que trabalha). Ele é picado por uma aranha mágica africana e acaba ganhando os poderes que lhe transformaram em Homem Aranha.



O legal dessa revista é a ambientação dos personagens, o vilão dela é o Duende Verde, mas não espere um cara com um mascara e um planador, o homem com dupla personalidade, ele é um casca grosa (literalmente), um gangster. A Gata Negra é dona de um bordel que troca informações por proteção.

        O uniforma negro do Homem Aranha é um caso a parte, tem um estilo muito legal e comedor de teia também usa armas de fogo, mas em contraponto não lembra muito aquele herói piadista do universo 616 dos tempos áureos.


Os desenhos usam bastante luz e sombra e a cidade é muito bem representada nos traços de Guiandomenico. A história é bem amarrada, mas é um pouco previsível. Acaba deixando um gancho muito bom para o segundo arco de histórias que tem uma qualidade bem mais aceitável.



Se quiser começar a ler Marvel NOIR, acho que essa é a melhor revista para te ambientar dentro da proposta da casa das ideias. O encadernado tem um preço 19,90 e tem um acabamento muito bom.



Até a próxima e a dica é: não seja picado por aranhas, pois elas não vão te dar superpoderes.