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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O cotidiano do Gavião Arqueiro


Por Pablo Sarmento

Eai pessoal...

Longe da briga por fatia de mercado, Marvel/DC, acho que faço parte de uma parcela que pensa que isso pode ser bom pra quem realmente é o interessado, que seriam, os leitores. São dois tipos diferentes de empresas que atuam vendendo pro mesmo grupo de pessoas, mas acho valido outras abordagens. Eu não sou aquela pessoa apegadíssima em Super Heróis (na verdade to lendo herói pra caralho essas semanas, breve entenderam), mas o assunto de hoje é super-heroico e também com uma pitada de revista independentes. Estou falando de Gavião Arqueiro ou Hawkeye, da iniciativa Marvel Now, que sem duvida foi uma das melhores coisas que eu li no ano.



Bem pra quem não se lembra do Gavião Arqueiro, digo uma palavra: Vingadores. Neste momento alguns leitores se perguntam: Tá, eai?! Eu sei que ele é um herói menos interessante que o Homem de Ferro, Thor, Hulk, Capitão America e a Viúva Negra. Acho que esse é o trunfo que Matt Fraction, escritor da revista, usa a seu favor. Ele parece ter liberdade total para fazer o que quiser com o personagem e contar histórias cotidianas do personagem, já que até agora na revista ainda não apareceu em nenhuma missão dos vingadores.



Esmiuçando as páginas você vai entendendo o conceito usado, toda revista mostra esses dizeres: Isso é o que ele faz quando não está sendo um Vingador. E isso é tudo precisa saber. Assim temos um leque de histórias imenso, em que o Gavião Arqueiro usa todo seu treinamento, pra ajudar pessoas e resolver problemas dos mais diferentes. Tipo peitar uma gang por causa do prédio em que mora ter aumentado o aluguel sem aviso prévio, e o dono dele usar força desnecessária pra desocupar as casas, Investigar ladrões de circo, e até comprar um carro.



Acho que como eu li nas redes sociais, a história é mais sobre Cliff Barton, do que do Gavião Arqueiro. Ele é um humano, sem superpoderes, que não quer viver na cartilha dos vingadores e está usando sua fama ajudar quem ele acha certo. Tudo bem, o cara é uma maquina de atrair desgraça (lendo a edição 3 vocês entenderam) . Acho que essa HQ tem uma pegada do Homem Animal do Morrison, claro, sem toda a pegada mística e tudo, mas por abordar o cotidiano do personagem e mostrar que o cara também é normal, come, tem um cachorro, faz sexo e tem outras coisas pra se preocupar.



Os desenhos de David Aja, são bem legais e retrata bem o que o autor está querendo entregar para nós. As capas das edições são muito legais, e tem algumas que ensinam a usar arco e flecha, bem interessantes mesmo.

Bom o post de hoje é curto, mas é uma indicação que não precisa de muito. Se tiverem um tempinho, corra e leia. Acho que certamente essa revista figurara no Eisner de 2013, então merece uma conferida.



Até a próxima e a pergunta é: como seria um HQ sobre seu cotidiano?

domingo, 25 de novembro de 2012

Marvel Now traz um Hulk diferente


Por Pablo Sarmento

Eai pessoal...

Dei uma de louco, entrei na onda do Marvel Now e comprei Indestrutível Hulk, que saiu na última quarta feira no Comixology. Quando vou olhar o índice de vendas me deparo com esse titulo como o segundo mais vendido no Brasil, isso é no mínimo interessante e vou explicar o porquê dessa loucura pelo titulo.



Primeiramente, Indestrutível Hulk conta com o roteirista que mais ganhou Eisners ano passado Mark Haid e com o desenhista Leinil Yu. No lançamento do teaser da capa os fãs ficaram alvoroçados, pois o Hulk aparecia com um tipo de armadura e um robô estranho ao seu lado. Claro que os fãs mais puritanos começaram a meter o pau na equipe dizendo que estavam estragando o Hulk e que não podiam mudar o personagem. O alvoroço foi tanto até que o senhor Waid se pronunciou dizendo mais ou menos isso: “Por favor, aguardem o que estou fazendo e depois que lançar podem criticar.” Depois desse pronunciamento não me abalei com os números de venda da revista.



O primeiro número trás coisas bem interessantes que serão trabalhadas com o personagem durante sua nova trajetória. Primeiramente, vemos um Bruce Banner que descobre que não existe uma forma de conseguir cura para o Hulk, então, resolve conversar com Maria Hill, que é chefe da Shield, e pedir um tipo de emprego. Usando como exemplo Tony Stark (Homem de Ferro) e Reed Richards (Senhor Fantástico) que são homens inteligentes e trabalham para ajudar as pessoas se propõe trabalhar em pesquisas, como um tipo de purificação por todos os estragos que cometeu.  No fim da revista, depois do Hulk esmagar, de novo, um vilão que fala somente em física e cálculos (coisa que em inglês me deu um cansaço desgraçado pra ler), ele é contratado.



Waid escolhe um caminho muito bom para começar sua trajetória com personagem Hulk, pois não banaliza o grande QI de Banner. Gostei muito dessa coisa de ele colaborar com Shield e deixar de ser sempre aquele cara que tem que alguém está controlando e, pelo o que entendi, o roteirista vai botar Banner e Hulk para trabalharem juntos para a narrativa fluir mais e termos menos “Hulk Smash”. Vamos aguardar os próximos capítulos, mas a premissa, a meu ver, é bem atraente e mostra o porquê de Waid ter empilhado Eisner nos últimos anos.



Os Desenhos de Yu estão agradáveis, não tenho reclamações dele. Ele mantém a narrativa, a história flui sem muitas invenções e suas páginas duplas são muito boas.

Para concluir, já estou ansioso para o Marvel Now, mas no Brasil ainda vai demorar um pouco, pois a saga Essência do Medo ainda não terminou e depois teremos outra maxi saga que é AvX, então o que nós resta é aguardar.



Até a próxima e a dica é: Mimizentos deixem os caras trabalharem.